Família de americana pede que Irã suspenda fiança para libertá-la

Teerã exige US$ 500 mil para soltar Sarah Shourd; familiares dizem não poder pagar quantia

Associated Press

13 de setembro de 2010 | 14h20

Americanos foram detidos em julho de 2009.

 

TEERÃ - A família de Sarah Shourd, a viajante americana detida no Irã em julho de 2009, apela às autoridades iranianas para que a fiança de US$ 500 mil a ser paga pela sua libertação seja suspensa. O advogado da prisioneira disse nesta segunda-feira, 13, que a família não pode pagar o valor.

 

Masoud Shafiei, o advogado, informou que diplomatas suíços estão pedindo ao Irã em nome dos EUA que a fiança seja retirada para que Sarah, de 32 anos, seja libertada. A Suíça media o diálogo entre EUA e Irã, já que os países não mantêm relações diplomáticas;

 

"Sei que os suíços estão fazendo esses apelos. Permanecemos esperançosos. Se Deus quiser, ela vai ser solta", disse o advogado. Um porta-voz da Casa Branca disse que o governo está em contato com as famílias de Sarah e dos outros dois viajantes presos e com a embaixada da Suíça.

 

Shafiei disse que os iranianos ainda não deram resposta sobre os pedidos e não comentou se o pedido de retirada da fiança vai adiar ou atrapalhar a libertação de Sarah.

 

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, prometeu pessoalmente a libertação de Sarah como um sinal de compaixão, conforme preveem os costumes do final do mês sagrado do Ramadã. O Judiciário do Irã, porém, revogou a decisão e estabeleceu suas próprias condições para a soltura, inclusive o pagamento da fiança.

 

Sarah e outros dois americanos foram detidos em julho de 2009 enquanto viajavam pela região fronteiriça entre o Irã e o Iraque. O grupo acidentalmente cruzou a fronteira e, do lado iraniano, foram presos. O Irã os acusa de espionagem - o que pode ser punido com a morte no país persa, mas os EUA dizem que tal alegação não tem fundamento.

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