Favorito a premiê de Israel diz que não criará assentamentos

Pesquisa mostra ex-premiê direitista Benjamin Netanyahu na frentes nas pesquisas pelo Parlamento

Reuters e Associated Press,

26 de janeiro de 2009 | 10h21

O candidato direitista a primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, favorito na eleição de fevereiro, é favorável à ampliação dos assentamentos judaicos já existentes na Cisjordânia, mas não à construção de novos, disse ele segundo reportagem publicada nesta segunda-feira, 26. O ex-primeiro-ministro Netanyahu é o claro favorito para tornar-se o próximo premiê de Israel nas eleições de 10 de fevereiro, segundo apontam as últimas pesquisas.   "Não tenho intenção de construir novos assentamentos na Cisjordânia", disse Netanyahu ao representante internacional Tony Blair, durante reunião no domingo em Jerusalém.  "Mas, como todos os governo até agora, terei de atender às necessidades do crescimento natural da população. Não poderei sufocar os assentamentos", disse Netanyahu, cuja campanha confirmou o teor das declarações. A ampliação dos assentamentos da Cisjordânia viola o "mapa da paz" proposto pelos EUA, que serve de base para o processo de paz com os palestinos, precariamente retomado em 2007. Os palestinos dizem que os assentamentos, erguidos em território capturado por Israel na guerra de 1967 e considerados ilegais à luz do direito internacional, podem impedir a criação de um Estado viável e contíguo para eles. Netanyahu, que propõe mudar o foco do processo de paz para priorizar a estabilização econômica da Cisjordânia em vez da busca por um Estado palestino, também disse ao ex-premiê britânico que, se for eleito, pretende tratar da questão palestina "muito intensamente". "Cada momento de estagnação não é bom", disse ele a Blair. Israel diz que, mesmo fazendo a paz com os palestinos, pretende manter grandes blocos de assentamentos na Cisjordânia. O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promete buscar ativamente uma paz duradoura na região. Na quarta-feira, o enviado especial dele para o Oriente Médio, George Mitchell, deve desembarcar em Israel para iniciar seu trabalho de mediação.   Eleições   O líder do direitista Partido Likud é favorito para 29% dos israelenses, enquanto 16% preferem a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, do centrista Kadima, segundo pesquisa publicada pelo jornal Haaretz em sua edição da internet. Já o ministro da Defesa, Ehud Barak, é o preferido de 9% das pessoas consultadas. Barak é líder do Partido Trabalhista. A pesquisa mostra um crescente fosso entre o Likud e o Kadima. O Likud deve ganhar 30 doas 120 cadeiras do Parlamento e o Kadima deve ficar com 22. Já os trabalhistas podem chegar a 17 assentos, de acordo com a pesquisa, conduzida pelo Instituto Migdam, entre 500 potenciais eleitores. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais. O bloco de direita liderado pelo Likud ficaria com um total de 65 cadeiras no Knesset, graças em parte aumento de popularidade do Partido Yisrael Beitenu, que levaria 16 assentos.

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