Filha de Gaddafi admite negociação com rebeldes na Líbia

A Líbia está envolvida em negociações diretas e indiretas com rebeldes que tentam derrubar Muammar Gaddafi, disse a filha do líder líbio, embora a oposição sediada em Benghazi descarte novos contatos com Trípoli.

REUTERS

30 de junho de 2011 | 18h51

Aisha Gaddafi também disse, em entrevista transmitida na quinta-feira pela emissora de TV France 2, que seu pai -- contra quem o Tribunal Penal Internacional emitiu nesta semana um mandado de prisão -- é um guia do povo líbio e não tem razão para deixar o país.

"Há negociações diretas e indiretas, e devemos deixar de derramar o sangue líbio", afirmou ela por meio de um intérprete em um hotel de Trípoli.

"E para isso estamos preparados para nos aliar com o diabo, ou seja, com os rebeldes armados," disse Aisha, uma advogada de 35 anos. Não ficou claro quando a entrevista foi gravada.

Os rebeldes disseram na semana passada que tiveram contatos com o governo, mas que o mandado internacional de prisão contra Gaddafi e contra um filho dele inviabilizaria novos contatos.

Apesar da rebelião e dos bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) iniciados há 90 dias, Gaddafi se recusa a deixar o poder, que ocupa há 41 anos.

"Essa palavra partida, partida, partida... O que eu acho estranho é para onde vocês querem que ele vá? Este é o país dele, a terra dele, a gente dele", afirmou Aisha.

(Reportagem de John Irish)

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