Filho de Bin Laden pede que pai deixe táticas violentas

Omar Bin Laden quer que pai busque outra forma de conseguir objetivos, mas não aceita termo 'terrorista'

Efe,

21 de janeiro de 2008 | 20h35

Omar Bin Laden, um dos 19 filhos do líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, pediu nesta segunda-feira, 21, que seu pai busque "outra forma de conseguir seus objetivos", mas negou que ele seja um "terrorista".   Filho de Bin Laden quer ser 'embaixador da paz'   "Não é bom para ninguém que sejam usadas bombas e armas", considerou Omar Bin Laden em entrevista exclusiva à rede americana de televisão "CNN".   Essa é a segunda vez em menos de uma semana que o filho do líder terrorista fala à imprensa internacional. Na última quinta-feira, 17, Omar bin Laden disse à Associated Press que gostaria de se tornar um "embaixador da paz".   Em um inglês de iniciante, aprendido com sua mulher, Zaina, de nacionalidade britânica, Omar Bin Laden revelou que decidiu falar publicamente para pôr fim à violência terrorista gerada após os atentados de 11 de setembro de 2001.   O jovem, de 26 anos, revelou que amigos de Osama bin Laden e outros líderes muçulmanos reiteraram a ele "que deve mudar a forma de tentar conseguir o que quer".   Omar ressaltou que não considera que seu pai seja um "terrorista" e que, quando Osama bin Laden lutava contra os russos no Afeganistão, os Estados Unidos o consideravam um herói. "Antes chamavam de guerra e agora, de terrorismo", afirmou.   Ele se disse convencido de que seu pai considera seu trabalho "como uma ajuda às pessoas".   "Não acho que seja um terrorista, a história demonstrou que não é", acrescentou.   Sem contato   Omar Bin Laden explicou que desde 2000 não fala com seu pai, que não sabe onde está escondido, mas tem certeza de não será capturado, já que conta com um amplo apoio.   Ao ser perguntado sobre a possibilidade de Bin Laden estar na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, respondeu: "Pode ser que sim, pode ser que não".   O jovem disse que não esconde o fato de ser filho de Bin Laden e que se sente "orgulhoso" de levar seu sobrenome. Mas reconheceu que com um nome como o seu encontra pessoas que o "temem e fogem" dele.   11 de Setembro   O filho do líder da Al-Qaeda disse que não defende o ataque contra as Torres Gêmeas, "mas foi algo que ocorreu".   "Não acho que (a guerra do) Vietnã tenha sido bom, nem o que ocorre na Palestina, nem no Iraque", acrescentou. "Não estou de acordo com o 11 de Setembro nem com nenhuma guerra na qual morram civis".   Em relação a sua saída, em 2000, de um campo de treinamento da Al-Qaeda no Afeganistão, com o apoio de seu pai, este lhe disse que, se o que queria era ver o mundo, podia sair tranqüilamente do seu lado.   "Eu lhe disse que ia e que queria ver o mundo lá fora, já que desde pequeno tinha estado a sua margem e só ouvia e via o que ele e seus amigos diziam. Ele disse: 'se esta é sua escolha, o que quer que eu diga? É sua decisão'", explicou.   Corrida de cavalos   Omar Bin Laden e sua mulher pretendem organizar este ano uma corrida de cavalos pela África do Norte em favor da paz mundial. No entanto, reconheceu que não está conseguindo o patrocínio devido a seu sobrenome.

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