Reprodução/Ha'aretz
Reprodução/Ha'aretz

Filho de um fundador do Hamas espionou 10 anos para Israel

Em entrevista ao jornal Ha'aretz, Musab Hassan Youssef revelou que ajudou forças israelenses para 'salvar vidas'

Efe,

24 de fevereiro de 2010 | 09h58

Musab Hassan Youssef, filho do xeque Hassan Youssef, um dos fundadores do Hamas e um de seus maiores lideres na Cisjordânia, trabalhou dez anos como agente secreto do serviço de inteligência de Israel (Shin Bet), conforme revelou o jornal israelense Ha'aretz.

 

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O jovem Musab era conhecido no serviço secreto como "Príncipe verde", em referência à cor dos símbolos do movimento islâmico. Por dez anos, ele foi "a fonte mais valiosa dentro da liderança da organização", destaca o diário israelense.

 

A publicação garante que o jovem, que há três anos anunciou publicamente sua conversão ao cristianismo e deixou os territórios palestinos, foi decisivo para "expor várias células terroristas e evitar dezenas de ataques suicidas e tentativas de assassinatos de israelenses". "Durante a Segunda Intifada (a da Mesquita al-Aqsa, lançada em 28 de setembro de 2000), Youssef entregou informações que levaram à detenção de palestinos responsáveis pelo planejamento de atentados suicidas", entre os quais estariam Ibrahim Hamid, Marwan Barghouti e Abdullah Barghouti.

 

Musab falou com o Ha'aretz de sua casa atual, na Califórnia. Na entrevista, declarou que "gostaria estar em Gaza no momento", para "vestir um uniforme do Exército (israelense) e se unir às forças especiais para libertar Gilad Shalit", o soldado sequestrado pelo Hamas e outras duas facções palestinas há três anos e meio. Segundo fontes do serviço secreto de Israel, o filho do xeque islâmico não ajudou as forças israelenses em troca de dinheiro, mas porque "queria salvar vidas".

 

As memórias de Musab, escritas por Ron Brackin e reunidas no livro "Filho do Hamas", serão lançadas semana que vem nos EUA. De acordo com a publicação, a obra é uma ameaça ao Shin Bet, pois expõe os métodos que o serviço secreto adotou entre os anos 2000 e 2005 para aniquilar terroristas palestinos.

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