Flexibilização do bloqueio a Gaza é a 'melhor decisão', diz Netanyahu

Chefe do Estado judeu diz que medida foi tomada 'em coordenação' com os EUA e com Tony Blair

estadão.com.br

21 de junho de 2010 | 11h40

JERUSALÉM - A flexibilização do bloqueio à Faixa de Gaza é "a melhor decisão que Israel poderia ter tomado", disse nesta segunda-feira, 21, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, um dia depois do levantamento do embargo para bens de "uso civil" para este território palestino. As informações são da agência AFP.

 

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A decisão de Israel obedece a fortes pressões internacionais consecutivas à morte de oito turcos e um turco-americano durante o sangrento ataque por comandos israelenses a uma frota humanitária que se dirigia a Gaza para "romper" com o bloqueio deste enclave, em vigor a quatro anos.

 

"A decisão do gabinete (de segurança) de levantar o bloqueio civil na Faixa de Gaza e de reforçar o bloqueio de segurança foi adotada em coordenação com os EUA, o representante do Quarteto (para o Oriente Médio), Tony Blair e outros chefes de governo", explicou Netanyahu durante uma intervenção perante a comissão de Defesa e Relações Exteriores do Parlamento.

 

"É a melhor decisão que podia Israel podia tomar, já que priva o Hamas de seu principal argumento de propaganda e nos permite, assim como a nossos amigos no mundo, concentramo-nos em tornos de nossas justificadas reivindicações em matéria de segurança", acrescentou Netanyahu.

 

Quanto aos projetos de expedições marítimas do Irã e do Líbano para Gaza, o primeiro-ministro israelense disse que "se trata de uma tentativa do Irã e do (movimento xiita libanês) Hezbollah de forçar o bloqueio marítimo e de segurança em torno do Hamas".

 

o governo de Israel tem sido pressionado para levantar o bloqueio a Gaza desde que militares israelenses atacaram uma frota que levava ajuda humanitária ao território palestino em 31 de maio, quando nove civis morreram.

 

Israel mantém o bloqueio à Faixa de Gaza desde que o Hamas, grupo militante palestino, tomou o controle do território à força, em 2007. O Hamas não reconhece a existência do Estado de Israel e é considerado por este país, pelos EUA e pela União Europeia como uma organização terrorista.

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