FMI diz que Tunísia e Egito não pediram ajuda financeira

Os protestos que derrubaram os governos da Tunísia e do Egito afetarão negativamente o crescimento desses dois países, mas nenhum deles pediu ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) para lidar com a situação, disse um dirigente da entidade na quarta-feira.

REUTERS

16 de fevereiro de 2011 | 19h49

O diretor do FMI para Oriente Médio, Masood Ahmed, afirmou a jornalistas que os dois países devem se ressentir pela perda de turistas e investimentos por causa das rebeliões.

"Como com todos os nossos membros, se as autoridades tunisianas ou egípcias decidirem que o apoio financeiro do FMI seria útil, então é claro que estaremos dispostos a ajudar", afirmou.

"Mas, a esta altura, nem a Tunísia nem o Egito indicaram que sentem que o apoio financeiro do FMI seja algo que eles estão pretendendo receber no momento."

Ele disse que qualquer previsão sobre a recuperação da atividade econômica dependerá do comportamento do setor turístico.

Na Tunísia, o turismo e os investimentos diretos do exterior representam respectivamente 6 e 4,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Ahmed acrescentou que, no caso do Egito, é mais difícil fazer projeções, porque a situação ainda está se desenrolando. No caso tunisiano, as estimativas do governo para um crescimento de 2 a 3 por cento neste ano seriam "razoáveis", segundo ele.

(Reportagem de Lesley Wroughton)

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