Foguetes atingem Israel; Hamas nega libertar soldado refém

Novo lançamento de projéteis não faz vítimas; grupo diz que libertação não será ligada ao cessar-fogo

Reuters e Efe,

06 de fevereiro de 2009 | 09h42

Dois foguetes lançados da Faixa de Gaza, local controlado pelo Hamas, atingiram o sul de Israel nesta sexta-feira, 6 mas não houve nenhum prejuízo ou morte, informou o Exército israelense. O ataque foi feito no mesmo dia em que o Hamas reafirmou que não vai vincular a libertação do soldado israelense Gilad Shalit com o acordo de trégua para interromper os confrontos na região.   Veja também: Dirigente do Hamas é detido com US$ 11 mi no Egito Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza        O dirigente número 2 na hierarquia do Hamas, Moussa Abu Marzuk, reiterou sua rejeição a vincular a libertação de Shalit, mantido em cativeiro, com o fim do bloqueio de Israel a Gaza em declarações publicadas nesta sexta pelo jornal árabe Al-Hayat. "Rejeitamos totalmente relacionar a libertação do militar israelense Gilad Shalit com o fim do bloqueio", afirmou Abu Marzuk, que vive exilado em Damasco.   Abu Marzuk assinalou que a libertação de Shalit, capturado em junho de 2006 por milicianos palestinos em Gaza, nunca ocorrerá a menos que em uma troca de prisioneiros. "Nunca sucumbiremos ao 'suborno'", disse o dirigente do grupo islamita, que controla a Faixa de Gaza desde que a tomou pelas armas da Autoridade Nacional Palestina (ANP).   Há dois dias, outro membro do Hamas, Salah Bardawil, integrante da equipe que negocia no Cairo uma trégua permanente com Israel, revelou que os israelenses tinham oferecido permitir a entrada em Gaza de 75% dos produtos que atualmente proíbe, em troca da entrega de Shalit. Por outro lado, Abu Marzuk, assinalou que seu grupo continuará fiel a suas posturas até que, segundo ele, "os palestinos obtenham seus direitos". "Como é possível que o povo palestino sobreviva, enquanto Israel segue rejeitando a abertura das fronteiras e o levantamento do embargo?", perguntou o chefe do Hamas.   Segundo Israel, o fechamento das fronteiras é necessário para impedir que o Hamas receba armas contrabandeadas para atacar seu território. Um frágil cessar-fogo foi declarado desde 18 de janeiro, quando Israel encerrou uma ofensiva militar de 22 dias na Faixa de Gaza. Segundo Israel, a ofensiva tinha o objetivo de punir o Hamas pelo lançamento de foguetes pela fronteira. Israel tem respondido aos foguetes com ataques aéreos. Um porta-voz do Exército israelense disse que os foguetes foram lançados do norte da Faixa de Gaza.   Por outro lado, Abu Marzuk tachou de "inaceitáveis" as informações que apontam a que poderia haver outra ofensiva israelense sobre Gaza contra os dirigentes do Hamas. O Egito está tentando garantir um cessar-fogo duradouro nos próximos dias, pois tanto Israel quanto o Hamas se recusam a negociar diretamente um com o outro. No entanto, diplomatas dizem que os esforços egípcios têm sido atrapalhados pelas discordâncias entre Israel e Hamas em relação à natureza e à extensão do acordo.

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