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Foguetes caem em Israel depois de corte de energia em Gaza

Exército do Estado judeu cortou fornecimento de energia elétrica para Gaza em tentativa de conter disparos

AE-AP

08 de fevereiro de 2008 | 15h48

Rebeldes palestinos dispararam quase 20 foguetes na direção de Israel nesta sexta-feira, um dia depois de o Exército do Estado judeu ter começado a cortar o fornecimento de energia elétrica para a Faixa de Gaza em uma tentativa de conter os disparos, informou o comando militar israelense. No fim da noite desta quinta, Israel cortou cerca de 1% da energia que fornece a Gaza, informou Shlomo Dror, porta-voz do Ministério da Defesa. O plano israelense é reduzir gradualmente o fornecimento de energia até que o grupo islâmico Hamas contenha os responsáveis pelos disparos de foguete, prosseguiu ele. "A opção é deles. Eles precisam escolher se querem continuar investindo em foguetes e ataques a Israel ou se querem a eletricidade de Israel", disse Dror. O Hamas assegura que não recuará diante das sanções e os disparos desta sexta parecem ser um indício da determinação dos rebeldes palestinos em manter os ataques de foguetes rústicos na direção de Israel. Um dos projéteis danificou uma fábrica no sul de Israel, mas não causou vítimas, disse Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia israelense. Com os novos cortes no fornecimento de energia, Israel sinalizou que está passando para uma nova fase das sanções. O Exército já havia suspendido o fornecimento de combustível ao sitiado território palestino litorâneo. Grupos de defesa dos direitos humanos denunciam que as medidas israelenses constituem punição coletiva, pois submete civis inocentes aos cortes de energia e combustíveis. Israel alega que as sanções são menos desumanas que as operações militares que vinha promovendo e insiste que os cortes não causarão uma crise humanitária em Gaza. O território é capaz de gerar apenas um quarto da energia que consome, mas o funcionamento dos geradores de sua única usina depende do combustível importado de Israel. O restante da energia provém de dez linhas de transmissão que saem de Israel e de duas que partem do Egito. No mês passado, o bloqueio das remessas de combustível levou o Hamas, que governa o território, a fechar a usina. O episódio provocou blecautes em quase toda a Cidade de Gaza e constrangeu Israel, que retomou o fornecimento alguns dias depois.

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