Foguetes são lançados contra Israel no fim da trégua em Gaza

Hamas descarta renovação da cessar-fogo, dizendo que promessa de levantar bloqueio não foi cumprida

Agências itnernacionais,

19 de dezembro de 2008 | 09h10

Foguetes foram lançados contra o sul de Israel na manhã desta sexta-feira, 19, pouco depois do movimento islâmico Hamas anunciar que não renovaria o pacto de cessar-fogo de seis meses com o governo israelense. Os militares de Israel disseram que os militantes de Gaza lançaram dois foguetes, mas que não há registro de vítimas. Apesar da trégua anterior, vários foguetes foram lançados no território israelense nos últimos dias. Os militares também disseram que as tropas que fazem a segurança de fazendeiros ao longo da região fronteiriça foram alvos de tiros vindo de Gaza. O cessar-fogo de seis meses entre Israel e o Hamas, que controla Gaza, estava marcado para terminar nesta sexta-feira, segundos os palestinos. A trégua foi marcada por confrontos esporádicos desde o início de novembro. Segundo a BBC, o acordo havia sido fechado em 19 de junho, mas foi quebrado regularmente por ataques de foguetes palestinos contra Israel e operações militares israelenses em Gaza. O governo de Israel declarou que gostaria de renovar a trégua, mas o Hamas responsabiliza o país pelo bloqueio à Faixa de Gaza, que tem impedido a entrada de alimentos e combustível no território palestino.  Autoridades israelenses, entretanto, defendem o bloqueio, dizendo que ele é necessário para isolar o Hamas e impedir que militantes palestinos disparem foguetes contra cidades israelenses na fronteira. Os dois lados se acusaram mutuamente de violar o pacto. Com o fim do prazo para sua renovação, ambos disseram que iam responder a ataques do outro lado, mas não tomariam a ofensiva.  "Estamos lançando um alerta ao inimigo sionista: todos os ataques contra a Faixa de Gaza ou qualquer outro novo crime irão detonar um confronto de grande escala que será retaliado com força", disse a declaração do Hamas. Falando ao jornal israelense Haaretz antes do fim do cessar-fogo, o ministro da Defesa, Ehud Barack, disse que a trégua havia sido positiva. "Claro que a tahadiyeh (calma) não foi um erro", disse Barack. "Se a calma continuar, vai haver calma. Se acabar, nós vamos agir."

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