Força Aérea da Síria atacou militantes 200 vezes em 36 horas, diz grupo

A Força Aérea da Síria realizou mais de 200 ataques em todo o país nas últimas 36 horas, afirmou um grupo que monitora a guerra nesta terça-feira, um aumento rápido nas incursões governamentais enquanto as forças lideradas pelos Estados Unidos bombardeiam insurgentes islâmicos em outras partes.

REUTERS

21 de outubro de 2014 | 18h15

A intensificação dos ataques das forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, aumentará os temores de seus adversários de que o governo esteja aproveitando a ofensiva aérea norte-americana contra o Estado Islâmico para investir contra seus inimigos, incluindo grupos de oposição que Washington apoia.

Analistas dizem que o aumento pode ter ocorrido porque os militares sírios querem enfraquecer os grupos rebeldes antes que obtenham o treinamento e os equipamentos prometidos pelos EUA.

Desde a meia-noite de domingo, os militares realizaram pelo menos 210 ataques, inclusive com bombas-barril, em províncias do leste, norte e oeste do país, afirmou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres, que também relatou ter havido várias baixas, mas sem dar uma cifra exata.

Os militares concentraram as investidas no “corredor ocidental” que vai do sudoeste até o Mar Mediterrâneo, passando por Damasco, de acordo com o Observatório, que diz coletar informações de todos os lados do conflito.

Os ataques aéreos atingiram áreas das províncias de Hama, Daraa, Idlib, Aleppo e Quneitra, assim como a zona rural de Damasco, disse a entidade, e ainda a província de Deir al-Zor, no leste, onde as forças lideradas pelos EUA também vêm bombardeando o Estado Islâmico, segundo o Observatório.

Antes da intensificação atual, os militares vinham conduzindo de 12 a 20 operações por dia, de acordo com a entidade.

Damasco não levantou objeções ao bombardeio norte-americano do Estado Islâmico, que está baseado principalmente no leste e norte do país, longe das áreas mais populosas perto de Damasco e a costa mediterrânea.

Os EUA disseram que não querem ajudar o governo de Assad, apesar de bombardear o Estado Islâmico, uma ramificação da Al Qaeda que se tornou um dos mais poderosos grupos insurgentes no conflito de mais de três anos na Síria.

(Reportagem de Sylvia Westall)

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