Forças de Gaddafi devem parar de lutar, diz chefe da ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira às forças leais ao líder líbio, Muammar Gaddafi, que deixem de combater e apoiem uma transição pacífica de poder no país africano.

REUTERS

22 de agosto de 2011 | 15h15

"É crucial agora que o conflito se encerre sem maiores perdas de vida", afirmou. "Eu saúdo as garantias dadas pelo presidente do Conselho Nacional de Transição... de que um cuidado extremo será tomado para proteger o povo e as instituições públicas e manter a lei e a ordem."

"Eu peço às forças do coronel Gaddafi que suspendam a violência imediatamente e abram caminho para uma transição tranquila", disse.

Falando a jornalistas, Ban disse que pretende convocar uma reunião urgente ainda nesta semana com os líderes de organizações regionais e internacionais como a União Africana, a Liga Árabe e a União Europeia para discutir a situação na Líbia.

Segundo ele, um enviado especial para o planejamento pós-conflito na Líbia, Ian Martin, e um enviado da ONU para o país, Abdel Elah al-Khatib, viajariam a Doha em breve para se reunir com a liderança do Conselho Nacional de Transição da Líbia.

"A Organização das Nações Unidas segue preparada para prestar toda a assistência possível ao povo líbio", disse Ban.

Ele acrescentou que os Estados-membros da ONU são obrigados a cumprir com as decisões do Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, que emitiu mandados de prisão para Gaddafi, seu filho Saif al-Islam e o chefe de inteligência do regime sob suspeita de crimes contra a humanidade e outros crimes de guerra.

Os rebeldes líbios, que afirmam ter capturado Saif al-Islam e dois outros filhos de Gaddafi, indicaram que podem tentar julgar os três na Líbia ao invés de enviar os acusados à corte internacional.

"A comunidade internacional tem um dever, todos os Estados-membros das Nações Unidas...devem cumprir com as decisões do TPI", afirmou.

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