Forças de Israel matam 16 palestinos na Faixa de Gaza

Israel matou nesta terça-feira na Faixa deGaza 16 palestinos, quase todos eles militantes do grupo Hamas,realizando uma investida classificada pela Autoridade Palestinacomo um "tapa na cara" do presidente norte-americano, George W.Bush. Um voluntário do Equador, que trabalhava em um kibutzisraelense (uma fazenda comunitária) da fronteira com a Faixade Gaza, foi morto por um franco-atirador palestino. O grupomilitante assumiu a responsabilidade pela morte do homem. A onda de violência, ocorrida quatro dias depois de Bushter concluído sua visita a Israel e à Cisjordânia ocupada,resultou no dia com o maior número de palestinos mortos desde ofinal de 2006. O governo israelense disse ter realizado aoperação para coibir o lançamento de foguetes a partir da Faixade Gaza. Funcionários palestinos da área de saúde e o Hamas disseramque 16 palestinos -- 13 membros do Hamas, um membro de outrogrupo militante e dois civis -- foram mortos em combates com asforças de Israel na parte norte do território e a leste dacidade de Gaza. "Hoje, nosso povo foi vítima de um massacre. E nósprometemos ao mundo que nosso povo não ficará calado diantedesses crimes", afirmou o presidente palestino, Mahmoud Abbas,a repórteres, na cidade de Ramallah (Cisjordânia). Em nota, o governo palestino disse que "os repulsivoscrimes de Israel foram um tapa na cara" dos esforços de Bush eda comunidade internacional para retomar o processo de paz naregião. O processo visa à criação de um Estado palestino. O presidente israelense, Shimon Peres, afirmou que,enquanto os militantes da Faixa de Gaza continuarem a dispararfoguetes contra o Estado judaico, "não teremos outra opção senão responder a fim de impedir isso". O Hamas opõe-se às negociações de paz incentivadas pelosEUA e realizadas por Israel e pela Autoridade Palestina.Durante sua visita de três dias à região, Bush previu que umtratado de paz será assinado antes do fim do mandato dele, emjaneiro de 2009. A declaração foi recebida com ceticismogeneralizado. "Esse é um dos resultados da visita de Bush. Ele encorajouos israelenses a matarem nosso povo", disse Mahmoud al-Zahar,um dos líderes do Hamas, enquanto reconhecia em um hospital ocorpo de seu filho, um militante morto nos combates maisrecentes. Israel, que retirou seus soldados e colonos da Faixa deGaza em 2005, costuma realizar operações contra os militantespresentes no território com o objetivo de impedir o disparo defoguetes contra suas comunidades da área de fronteira. (Com reportagem de Ori Lewis em Jerusalém e Ali Sawafta eMohammed Assadi em Ramallah)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.