Forças de segurança sírias matam três civis

Uma pessoa morreu em uma operação militar na fronteira com a Turquia e outras duas em Homs

REUTERS e EFE

05 Setembro 2011 | 08h24

AMà- Forças sírias mataram pelo menos três civis na segunda-feira, 5, em Homs e na fronteira com a Turquia.

 

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Militares realizaram novas incursões em aldeias próximas à Turquia, com a intenção de impedir que civis cruzem a fronteira fugindo da repressão aos protestos pró-democracia, segundo moradores e ativistas.

O ferreiro Adelsalam Hassoun, 24, foi morto por franco-atiradores do Exército quando havia acabado de cruzar a fronteira turca, vindo do povoado de Ain al Baida, no lado sírio, segundo relato feito por telefone por um primo dele.

"Abdelsalam foi atingido na cabeça. Ele estava entre um grupo de familiares e outros refugiados que saíram correndo através do planalto até a Turquia quando seis veículos blindados de transporte de pessoal estacionaram ao lado de Ain al Baida e começaram a disparar suas metralhadoras aleatoriamente contra a aldeia, hoje de manhã", contou Mohammad Hassoun.

Foi a primeira operação militar em grande escala na região da fronteira desde junho, quando milhares de famílias sírias fugiram das suas casas na região por causa da repressão aos protestos contra o presidente Bashar al Assad, no poder há 11 anos.

 

Em Damasco, foram escutadas rajadas de tiros em um aeroporto militar. Segundo disse à Agência Efe o porta-voz dos Comitês de Coordenação Local, Omar Edelbe, os disparos das forças de segurança causaram a morte de pelo menos duas pessoas e deixaram vários feridos na província de Homs.

 

Edelbe apontou ainda que na manhã desta segunda-feira foram escutados disparos durante várias horas no aeroporto militar de Damasco, mas até o momento não se sabe a origem do tiroteio.

 

Com relação ao diálogo nacional convocado pelo governo para esta segunda-feira nas províncias do país, o ativista afirmou que a oposição síria "não está interessada" nesta iniciativa e reiterou que sua única condição para o diálogo é a queda do regime e a renúncia de Bashar Assad.

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