Forças do líder líbio Muammar Gaddafi atacam Misrata

Forças leais ao líder líbio Muammar Gaddafi atacaram uma refinaria de petróleo que fornecia a commodity a Misrata, controlada pelos rebeldes na segunda-feira, depois que insurgentes avançaram a oeste rumo à cidade costeira de Zlitan.

MATT ROBINSON, REUTERS

13 de junho de 2011 | 19h11

Qualquer batalha em Zlitan traria a rebelião mais próxima de Trípoli, a base do líder líbio que está 200 quilômetros ao oeste de Misrata.

Um correspondente da Reuters próximo do porto de Misrata disse que seis mísseis atingiram os geradores da refinaria, deixando-os severamente danificados.

"O dano é suficiente para paralisar a produção na refinaria que já trabalha a uma fração da sua capacidade máxima para atender a cidade de Misrata", disse Juma Abu-Fonas, engenheiro no local, à Reuters.

Ele não disse quanto tempo levaria para consertar os geradores ou para a instalação de novos.

Um fotógrafo da Reuters em Misrata, a principal base rebelde na Líbia Ocidental, se juntou à incursão rebelde para a cidade de Zlitan.

Ele foi levado ao ponto mais afastado conquistado pelos rebeldes na estrada principal, onde os insurgentes empilhavam contêineres e bloqueavam a rua para criar cobertura.

Os dois lados trocaram fogo pesado depois que os rebeldes assumiram o controle de uma mesquita em perto da estrada.

Na parede da mesquita, os rebeldes apagaram o grafite em árabe que dizia "Muammar." As novas posições, garantem, estão dentro do distrito de Zlitan.

Um médico em um hospital de campo em Dafniyah, a oeste de Misrata, disse que dois rebeldes foram mortos e pelo menos 12 feridos nos ataques com morteiros próximos à mesquita.

A Alemanha reconheceu o Conselho Rebelde da Líbia como o legítimo representante da população na segunda-feira, dando apoio ao grupo que quer dirigir o país se Gaddafi cair.

Entre os países que reconheceram o Conselho Rebelde estão França, Itália, Catar e Emirados Árabes Unidos.

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