Forças iraquianas enfrentam milícias em Basra

Forças de segurança do Iraquetravaram na terça-feira batalhas violentas contra poderosasmilícias xiitas de Basra, em uma grande operação cujo objetivoé colocar essa cidade do sul do país, rica em petróleo, sob ocontrole do governo. A polícia e funcionários da área da saúde disseram que aomenos 12 pessoas foram mortas nos conflitos ocorridos embairros do norte e do centro de Basra, onde a milícia ExércitoMehdi, do clérigo xiita Moqtada al-Sadr, mantém forte presença. Esse grupo, que possui milhares de combatentes, mantinha-serelativamente inoperante desde que Sadr baixou um cessar-fogo,em agosto passado. Mas integrantes da milícia vinham criticandoa trégua e, na terça-feira, havia sinais de que os conflitosdisseminavam-se. Sadr ameaçou realizar uma "revolta civil" nacional se osataques contra o Exército Mehdi continuassem. Em Bagdá, seguidores do clérigo expulsaram policiais esoldados das ruas do bairro de Sadr City, reduto da milícia, euma coluna de fumaça podia ser vista saindo da Zona Verde, umaárea de alta segurança, depois de um aparente ataque commorteiro. Em Basra, os conflitos prosseguiam. "As balas estão vindode todos os lugares e podemos ouvir o som da explosão defoguetes", afirmou à Reuters, por telefone, Jamil, que mora nacidade. Segundo a polícia, dentro de Sadr City houve confrontosentre a milícia Exército Mehdi e a Organização Badr, o braçoarmado de um grupo xiita rival. E, em várias áreas, milicianos do grupo de Sadrprosseguiram com o que descrevem como sendo uma "campanha dedesobediência civil", obrigando várias lojas a fecharem asportas. Em Basra, um comandante do Exército iraquiano afirmou àReuters que "vários fora-da-lei" tinham sido mortos na operaçãolançada para reafirmar o controle do governo sobre a cidade,cujos poços de petróleo contêm 80 por cento das reservasiraquianas. "Essas operações não têm por alvo o partido de Sadr. Elasvisam recolher armamentos ilegais e, neste momento, não háexceções", afirmou Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo doIraque. No entanto, analistas disseram que o governo doprimeiro-ministro Nuri al-Maliki, atualmente em Basra, teriadificuldade para controlar as milícias. "Há muitos grupos armados tentando manter controle sobresua fatia do petróleo", afirmou Joost Hiltermann, do GrupoCrise Internacional, uma entidade de pesquisa.

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