Forças iraquianas melhoraram, mas não estão prontas, dizem EUA

Exército americano diz que meta de transferir segurança de 18 das 14 províncias ocupadas pode não acontecer

PAUL TAIT, REUTERS

26 de novembro de 2007 | 13h34

As forças de segurança do Iraque estãomelhorando, mas ainda não se encontram prontas para assumir ocontrole de muitas das províncias do país antes do final doano, conforme era a intenção dos Estados Unidos, afirmou umimportante general norte-americano. O Iraque experimentou um raro momento de relativatraquilidade nos últimos meses, o que permitiu às forçasnorte-americanas planejar e dar início a uma gradual diminuiçãodo número de soldados estacionado no país. Até julho de 2008, prevê-se que 20 mil militares dos EUAdeixem o território iraquiano. A velocidade da retirada depende do aperfeiçoamento dasforças de segurança do Iraque, processo esse que otenente-general James Dubik, militar dos EUA encarregado detreinar os iraquianos, descreveu como satisfatório, mas aindaincompleto. O antecessor dele no comando dessa missão, tenente-generalMartin Dempsey, disse em junho que as forças iraquianasestariam prontas para assumir o controle de 14 das 18províncias iraquianas até o final do ano. "Acho que não atingiremos essa meta", disse Dubik à Reutersem uma entrevista concedida na noite de domingo. Oito províncias foram entregues ao controle iraquiano atéagora, a oitava a de Kerbala, no mês passado. A província deBasra deve passar para as mãos das forças do Iraque emdezembro. Segundo Dubik, as forças de segurança iraquianas, com 490mil efetivos -- 160 mil soldados e 330 mil policiais --, haviamdado sinais de melhora nos últimos seis meses, mas aindacareciam de uma liderança competente, sofriam com a infiltraçãode agentes sectários e enfrentavam problemas de logística. O número de ataques no Iraque caiu 55 por cento desde achegada de um contingente extra de 30 mil soldadosnorte-americanos, totalmente operacional desde a metade dejunho. A manobra pretendia dar tempo aos líderes políticos doIraque para realizarem alterações nas leis capazes dereconciliar a maioria xiita e a minoria sunita, que dominava opaís até a derrocada de Saddam Hussein, em 2003, durante ainvasão liderada pelos EUA. O avanço rumo à aprovação das novas leis tem sido lento. Nodomingo, um projeto que ampliaria o acesso de ex-membros doPartido Baath, de Saddam, aos órgãos civis e militares do paísfoi lido no Parlamento. Mas os trabalhos foram interrompidosdevido a uma disputa surgida pouco depois. Essa foi a primeira vez que o Parlamento discutiu uma dasreformas na legislação. "Há baathistas que cometeram crimes e que deveriam serjulgados", disse o parlamentar Bahaa al-Araji, membro do blocoxiita ligado ao clérigo Moqtada al-Sadr.

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