Forças leais a Abbas detém 19 militantes do Hamas

ANP informou que os presos querem criar na Cisjordânia uma milícia para derrubar Abbas

EFE

02 de setembro de 2007 | 08h36

Forças da Autoridade Nacional Palestina (ANP) leais ao presidente Mahmoud Abbas, também líder do Fatah, detiveram 19 militantes do Hamas na Cisjordânia, segundo porta-vozes deste movimento islâmico. As detenções aconteceram em diversos pontos do território. Abbas muda leis eleitorais palestinas para favorecer o Fatah Fatah acusa Hamas de atuar em Gaza como Israel em território palestino   Num comunicado, a Força de Segurança Preventiva da ANP informou que os islâmicos detidos, que não tiveram seus nomes revelados, querem criar na Cisjordânia uma milícia como a Força Executiva de Gaza e, assim, derrubar Abbas.   Desde 14 de junho, quando a Força Executiva comandada pelos islâmicos assumiu o controle da Faixa de Gaza, mais de 650 militantes do Hamas foram detidos na Cisjordânia.   Neste fim de semana, pelo menos 20 ativistas desarmados do Fatah ficaram feridos em combates durante uma manifestação contra o desautorizado governo do primeiro-ministro Ismail Haniyeh, pertencente ao Hamas. Em outro incidente, em frente ao posto de controle fronteiriço de Rafah, a Força Executiva dos islâmicos matou um manifestante e feriu outros sete.   Neste domingo, 2, o Hamas acusou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de incitar a desordem e a anarquia em Gaza. "O governo expressa seu descontentamento com a campanha de incitação a distúrbios, violência e terrorismo, segundo a prática da OLP", disse o movimento islâmico num comunicado oficial.   O Comitê Executivo da OLP, presidido por Abbas, se reuniu no sábado, 1, na cidade cisjordaniana de Ramala, e convocou a população de Gaza a dar continuidade aos serviços religiosos das sextas-feiras em praças e outros lugares públicos, desafiando as autoridades do Hamas, que os tinham proibido. "Não permitiremos que ninguém brinque com a segurança pública. Tomaremos todas as medidas para assegurá-la", diz o comunicado divulgado neste domingo pelo movimento islâmico.     Ataque à Israel   A recém criada Força Naval do Hamas assegura ter disparado neste domingo, 2, contra dois helicópteros militares israelenses que sobrevoavam o centro da Faixa de Gaza, "obrigando-os a fugir", o que é desmentido pelo Exército israelense.   Após o suposto incidente, os helicópteros militares lançaram pelo menos um míssil contra o quartel da força naval do Hamas na cidade de Deir al-Balah, segundo as testemunhas. O bombardeio deixou uma pessoa levemente ferida, segundo fontes médicas dessa localidade.   A Força Executiva, o corpo de segurança do Hamas que atualmente impõe a ordem na Gaza, também anunciou em seu site os disparos contra a aviação israelense. O Exército israelense nega a existência do incidente, que se for confirmado, será o primeiro em que um avião militar do Estado judeu foi atacado com metralhadoras.   O Hamas reestruturou a Força Naval de Gaza para "restaurar a ordem" e proteger os pescadores das patrulhas israelenses que os impede de trabalhar a mais de seis milhas do litoral, segundo fontes do deposto Governo palestino do movimento islamita na faixa. Esta força carece de navios - pois os poucos que tinha foram afundados por Israel na Segunda Intifada, iniciada em 2000 -, mas possui armamento pesado e morteiros.

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