Forças líbias se aproximam de cidade natal de Muammar Gaddafi

Forças líbias se aproximaram neste domingo da cidade natal de Muammar Gaddafi, prometendo tomá-la à força casos as negociações não tenham sucesso, e seus líderes descartaram qualquer possibilidade de diálogo com o líder deposto, a não ser que seja para a sua rendição.

SAMIA NAKHOUL, REUTERS

28 de agosto de 2011 | 10h27

Os inimigos de Gaddafi estão avançando até a cidade de Sirte, que fica no meio da rodovia costeira leste-oeste, mas um comandante afirmou que "libertar" a cidade pode demorar mais de dez dias.

As ruas de Trípoli estavam calmas após alguns tiroteios e explosões na capital durante a madrugada. A cidade ainda está traumatizada pelas evidências de muitas mortes que ocorreram durante as batalhas da última semana, que tiraram Gaddafi de cena.

Mas alguns moradores se aventuraram ao deixar suas casas para buscar água, alimento e combustível, que são escassos. Na Praça dos Mártires, conhecida como Praça Verde na época de Gaddafi, a polícia reapareceu em uniformes brancos, conduzindo carros em meio a um mar de cápsulas de balas.

"Voltei a trabalhar na sexta-feira. A vida está começando a voltar ao normal", afirmou um policial, Mahmoud al-Majbary, de 49 anos.

Perguntado se os rebeldes estão obedecendo a polícia, ele disse: "Ainda não. Estamos conseguindo isso lentamente. Estamos aqui mais para assegurar para as pessoas que elas estão seguras".

Os líbios continuarão temerosos enquanto o homem que os dominou com suas vontades durante 42 anos permanecer livre.

Gaddafi, de 69 anos, conseguiu escapar de ser preso, talvez tentando liderar uma insurgência contra seus opositores, ainda mal-agrupados sob o CNT (Conselho Nacional de Transição).

"Não está ocorrendo negociação alguma com Gaddafi", afirmou à Reuters Ali Tarhouni, autoridade do CNT para o petróleo e as finanças. "Se ele quiser se entregar, então negociaremos e o capturaremos."

O porta-voz de Gaddafi, Moussa Ibrahim, disse à agência Associated Press que o líder deposto ainda está na Líbia e quer discutir a formação de um governo de transição com o CNT.

Autoridades do conselho dizem que a guerra continuará até que Gaddafi seja morto ou preso e insistem que ele, seu filho Saif al-Islam e seu chefe de inteligência devem ser julgados na Líbia, embora sejam procurados pela Corte Criminal Internacional por crimes contra a humanidade.

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