Forças pró-Gaddafi matam 15 em refinaria da Líbia

Homens leais a Muammar Gaddafi mataram 15 guardas do lado de fora de uma refinaria de petróleo nesta segunda-feira, numa aparente tentativa de atrapalhar a iniciativa dos novos governantes líbios de tomar os últimos bastiões do ex-líder e recuperar a economia do país.

REUTERS

12 Setembro 2011 | 18h52

Uma estação de TV com sede na Síria que transmitiu mensagens de Gaddafi no passado disse que ele ainda está na Líbia, mas não pode aparecer na televisão por questões de segurança.

"Isso destinava-se a mostrar o líder entre seus combatentes e seu povo, liderando a luta a partir de território líbio, e não da Venezuela ou de Níger ou de qualquer outro lugar", disse Mishan Jabouri, proprietário do canal Arrai, aos telespectadores.

Ele leu um texto segundo o qual Gaddafi diz: "Não podemos abrir mão da Líbia para a colonização mais uma vez... Não há mais nada a fazer a não ser lutar até a vitória."

O Conselho Nacional de Transição (CNT), que atualmente governa a Líbia, diz que enquanto Gaddafi permanecer em fuga ele será capaz de atrair seguidores para uma perigosa insurgência -- do tipo da prenunciada pelo ataque à refinaria.

Combatentes de Gaddafi dirigiram-se em mais de uma dezena de veículos para a refinaria, a 20 quilômetros da cidade costeira de Ras Lanuf, e dispararam contra um posto de vigilância externo, afirmaram testemunhas.

A refinaria, que não está em plena atividade, não foi danificada, mas a entrada, guardada por um tanque do CNT, foi destruída com granadas.

Os novos governantes, que derrubaram Gaddafi após uma prolongada rebelião, estão tendo dificuldade para garantir o seu controle sobre a Líbia e tomar o controle de uma série de cidades mantidas por Gaddafi.

As forças do CNT, que tomaram Trípoli em 23 de agosto, disseram que estavam encontrando forte resistência no quarto dia de confrontos pela cidade de Bani Walid, 150 quilômetros a sudeste da capital, e que estavam indo até Sirte, cidade natal de Gaddafi.

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