Mustafa Oztartan/Divulgação/AP
Mustafa Oztartan/Divulgação/AP

Forças sírias dispararam contra segundo avião turco, diz Ancara

De acordo com versão de Damasco, avião invadiu espaço sírio; analistas sugerem que aparelho estaria testando radares

Reuters, REUTERS

25 de junho de 2012 | 18h39

ANCARA - A Turquia disse nesta segunda-feira, 25, que as forças sírias alvejaram um avião turco de transporte militar envolvido nas buscas a um caça F-4 que foi abatido na semana passada pela Síria. O avião de transporte não caiu.

 

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A Síria disse que derrubou o F-4 turco, na semana passada, em legítima defesa e no seu espaço aéreo, e alertou a Turquia e seus aliados da Otan a não tentarem uma retaliação. Em nota, o governo turco disse que o incidente "não ficará impune", mas que não há a intenção de iniciar uma guerra por sua causa.

A notícia do segundo incidente surge na véspera de uma reunião de crise da Otan convocada pela Turquia para tratar da derrubada do seu F-4, que Ancara tratou como sendo uma agressão gratuita em espaço aéreo internacional.

O vice-premiê Bulent Arinc disse ao final de sete horas de reunião do gabinete que na sexta-feira, logo depois da queda do F-4, quatro helicópteros e dois navios foram enviados para buscas iniciais, seguidos por um turboélice de transporte de pessoal.

"Nosso avião, que havia ido ao resgate (dos tripulantes do caça), foi alvejado. Essa situação foi encerrada após um alerta do nosso Ministério de Relações Exteriores. Mas, sim, houve um curto período de disparos intimidadores", afirmou Arinc.

Uma fonte da chancelaria disse posteriormente que o avião voltou imediatamente ao espaço aéreo turco, e que as operações conjuntas de resgate foram retomadas após comunicações "pelos canais militares e diplomáticos". Essa fonte disse que não houve feridos a bordo do avião de transporte.

Espaço aéreo sírio

 

Pela versão de Ancara, o jato derrubado na sexta-feira entrou por poucos instantes e por engano no espaço aéreo sírio, durante uma missão de teste das defesas aéreas turcas. Alguns analistas sugeriram que na verdade o aparelho poderia estar testando e eficácia de radares sírios de fabricação russa, que podem ser um obstáculo considerável a uma eventual intervenção militar estrangeira, inclusive no fornecimento de armas a rebeldes ou em apoio de reconhecimento.

Arinc disse que "elementos" aéreos sírios violaram o espaço aéreo turco em cinco ocasiões "recentemente", mas que esses incidentes foram resolvidos pacificamente. Também na segunda-feira, a TV turca informou que um general sírio e outros oficiais graduados desertaram e cruzaram a fronteira com a Turquia, unindo-se às forças rebeldes que tentam derrubar o presidente da Síria, Bashar Assad.

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