Forças sírias matam 25 em subúrbios de Damasco, dizem ativistas

Forças leais ao presidente da Síria, Bashar al Assad, mataram pelo menos 25 pessoas na segunda-feira ao tentarem retomar subúrbios da zona leste de Damasco que estão em poder de rebeldes, segundo ativistas na região.

REUTERS

30 de janeiro de 2012 | 19h48

O número de mortos inclui 19 civis, a maioria vítima de bombardeios com tanques e morteiros, e 6 membros do Exército Sírio Livre (força rebelde), segundo os ativistas. Não foi possível verificar de forma independente esse relato, já que o governo sírio expulsou do país a maior parte dos correspondentes estrangeiros.

O Exército Sírio Livre é composto principalmente por militares desertores que aderiram aos protestos populares dos últimos meses pela renúncia de Assad.

De acordo com os ativistas, os combates amainaram ao anoitecer, quando unidades militares do governo conseguiram impor seu controle aos núcleos urbanos conhecidas coletivamente como Ghouta, vizinhos a antigas zonas rurais.

"O Exército Sírio Livre se afastou para os limites dos subúrbios. As brigadas de Assad estão realizando prisões e saqueando casas", disse por telefone um ativista chamado Kamal.

Ele acrescentou que pelo menos 200 pessoas foram detidas no subúrbio de Hammouriya, um dos três bairros que são o foco de uma ofensiva militar iniciada no sábado.

O governo sírio diz estar procurando terroristas em Ghouta, e afirma enfrentar uma rebelião promovida por militantes que, a soldo do exterior, já teriam matado milhares de policiais e soldados.

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que a repressão aos protestos na Síria já deixou mais de 5.000 mortos, a maioria civis.

(Reportagem de Khaled Yacoub Oweis)

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