Forças sírias matam 3 em ofensiva na zona rural, dizem ativistas

As forças do presidente da Síria, Bashar al-Assad, mataram três civis nesta terça-feira durante operações em regiões rurais do país, afirmaram ativistas. Dois integrantes das forças de segurança também teriam morrido baleados em ataques diferentes.

KHALED OWEIS, REUTERS

20 Setembro 2011 | 16h07

Segundo a agência estatal de notícias Sana, as forças de segurança desativaram um bomba colocada sob um oleoduto perto da cidade de Homs.

Os civis foram mortos na região de al-Kiswa, situada 8 quilômetros ao sul da capital, onde centenas de policiais invadiram residências em busca de manifestantes, em Deir Baalbeh, perto da cidade de Homs, e na região de Jabal al-Zawiya, perto da fronteira com a Turquia, localidade em que desertores do Exército têm se refugiado, disseram ativistas e moradores.

Nas últimas semanas essas áreas registraram grandes manifestações exigindo a saída de Assad do poder. O presidente tem respondido ao levante, que dura seis meses, com repressão militar. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 2,7 mil pessoas já morreram.

Dezenas de milhares de pessoas também foram presas, afirmam os ativistas. O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, disse na segunda-feira que os líderes sírios terão de responder por crimes contra a humanidade.

Assad, de 46 anos, sucedeu ao pai há 11 anos. Ele diz que está resistindo a uma conspiração estrangeira para dividir a Síria e que o uso da força tem sido limitado.

Apesar de sua resiliência diante da repressão de Assad, o movimento de oposição da Síria tem enfrentado dificuldade para criar uma plataforma unificada para os manifestantes.

Na semana passada, porém, personalidades da oposição reunidas em Istambul tomaram um passo importante para superar suas diferenças ao anunciar a formação do Conselho Nacional Sírio (CNS).

Esse organismo obteve na terça-feira o importante apoio dos Comitês de Coordenação Local (CCL), grupo ativista que está no centro do movimento de protestos. "Nós apoiamos o CNS dentro de nosso compromisso de unificar a oposição e eliminar a fragmentação da oposição", informou a liderança do CCL.

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