Fotos de ex-soldadas provocam polêmica em Israel

Militares possaram de biquíni em revista masculina americana, gerando reclamações de deputadas

Agências internacionais, Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h10

O que era para ser uma campanha para promover o turismo em Israel acabou se tornando uma grande polêmica no país nesta semana, após a publicação de fotos de ex-soldadas em poses de biquíni na revista masculina americana Maxim.Deputadas no Knesset (o Parlamento israelense) acusaram o governo de promover "uma campanha pornográfica" e incentivar o turismo sexual no país.A edição de julho da revista traz fotos de cinco ex-soldadas israelenses, acompanhada de um texto com frases como "Será que as mulheres das Forças de Defesa de Israel são as soldados mais sexy do mundo?".As mulheres em Israel também são obrigadas a fazer o serviço militar a partir dos 18 anos, apesar de não serem empregadas em ações de combate.Para o lançamento da revista, na terça-feira, 19, foram distribuídos convites com o selo do consulado israelense e a foto de uma das ex-soldados, Gal Gadot, Miss Israel 2004. Os editores da Maxim se disseram "satisfeitos" com o resultado do ensaio, proposto pelo consulado de Israel em Nova York."Turismo sexual"A deputada trabalhista Colette Avital, ex-cônsul em Nova York, questionou o governo, afirmando que "o desenvolvimento da indústria do turismo sexual" não é a melhor maneira de atrair turistas ao país.Segundo ela, o país tem "coisas interessantes e belas o suficiente" para serem mostradas em campanhas turísticas e não precisaria recorrer a "imagens de mulheres seminuas em uma revista desse tipo, considerada pornográfica".A líder do partido Meretz, Zehava Gal’On, também se juntou às críticas, afirmando, segundo o jornal Haaretz, que "é uma vergonha que o cônsul em Nova York pense que a relevância de Israel seria melhor demonstrada por mulheres nuas tratadas como objetos".A polêmica levou o governo israelense a tentar se desvencilhar da idéia. O ministro do Turismo, Yitzhak Aharonovitch, disse que sua pasta não tinha nenhuma relação com as fotos e que investigaria como a recentemente anunciada campanha de marketing de US$ 11 milhões para promover o país para o público americano pôde envolver a publicação na Maxim.

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