França condena ataque em Israel, mas defende negociações

No atentado contra uma escola judia em Jerusalém, morreram oito pessoas e outras dez ficaram feridas

Efe

06 de março de 2008 | 20h39

A França condenou com a "máxima firmeza" o "horrível" atentado da noite dessa quinta-feira, 6, contra um seminário judeu em Jerusalém - em que morreram oito pessoas e outras dez ficaram feridas, três delas com gravidade - mas, chamou atenção para a necessidade da continuação das negociações para a criação do Estado palestino.   Veja também:Grupo desconhecido reivindica atentado em JerusalémAtentado a seminário em Jerusalém foi o pior dos últimos 2 anosBush condena ataque e diz 'estar firme' com Israel O ataque foi reivindicado por um grupo desconhecido em um canal de televisão do Hezbollah libanês, embora ainda haja dúvidas da veracidade da afirmação. O movimento islâmico palestino Hamas manifestou sua alegria por essa ação em "resposta à ocupação israelense".  "Apesar destas violências, que são também um atentado contra a paz, a França chama a continuação da negociação, com vistas à criação de um Estado palestino vivendo em paz e segurança ao lado de Israel", afirmou o ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, ao condenar o atentado em comunicado. Ele sublinhou que "não há alternativa à busca de uma solução política negociada para colocar fim ao conflito". Kouchner acrescentou às "trágicas circunstâncias", a dor do povo israelense e a dor das famílias e amigos das vítimas. Atentado Um homem armado invadiu a sala de jantar de um seminário rabínico em Jerusalém e começou a atirar logo após o anoitecer desta quinta-feira, 7. Segundo informou a polícia e as equipes de resgate, ao menos oito pessoas foram mortas. A imprensa israelense afirmou que cerca de dez pessoas ficaram feridas.  No local, cerca de 80 pessoas estavam reunidas para uma cerimônia, prestes a ser realizada, quando o homem abriu fogo. Segundo o site do jornal Jerusalem Post ele disparou entre 500 e 600 balas num período entre quatro e dez minutos, antes de ser morto. O comandante da polícia de Jerusalém, Aharon Franco, disse que apenas um homem invadiu o seminário, apesar de testemunhas relatarem a presença de dois homens. Franco declarou que "um oficial israelita que estava por perto" atirou no homem e o matou. Reações O ataque provocou inúmeras reações na região. O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, condenou o tiroteio ocorrido no seminário em Jerusalém. "O presidente Mahmoud Abbas declara que condena o ataque em Jerusalém e repete sua posição contra todos os ataques em que o alvo são os cidadãos, sejam eles palestinos ou israelitas", declarou o assistente de Abbas, Saeb Erekat. Na cidade de Gaza, residentes saíram às ruas e dispararam tiros de rifles em comemoração ao ataque no seminário. O grupo militante Hamas elogiou o ataque. "Nós abençoamos a operação. Essa não será a última". Um porta-voz do grupo declarou que o ataque "foi heróico, em resposta aos crimes de Israel".

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