EFE
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França defende uso da força caso se confirme ataque químico na Síria

Caso haja confirmação, Conselho de Segurança das Nações Unidas deve agir de forma decisiva, afirmou um ministro francês

O Estado de S. Paulo,

22 de agosto de 2013 | 08h45

(Atualizada às 18h55) A França disse nesta quinta-feira, 22, que a comunidade internacional precisará reagir com uso da força se as alegações de que o governo sírio foi responsável por um ataque químico contra civis forem comprovadas.

"Teria de haver uma reação com força na Síria por parte da comunidade internacional, mas não há dúvida sobre o envio de tropas ao terreno", disse o chanceler francês, Laurent Fabius, à emissora francesa de TV BFM.

Caso o uso de armas químicas seja confirmado, o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve agir de forma decisiva, afirmou o ministro. Se o Conselho de Segurança da ONU não chegar a uma decisão, algo terá de ser feito de "outra maneira", declarou Fabius, sem entrar em detalhes. 

O Departamento de Estado dos EUA afirmaram nesta quinta-feira que não têm condições de afirmar conclusivamente se armas químicas foram usadas. O órgão também acrescentou que o presidente Barack Obama apelou à comunidade de inteligência para reunir informações com urgência para ajudar a verificar as alegações.

"Neste momento, agora, não somos capazes de conclusivamente determinar o uso de armas químicas", afirmou a repórteres a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki. "Estamos fazendo todo o possível em nosso poder para definir os fatos com precisão", afirmou.

"Isso significa reunir informações de testemunhas no terreno, significa coleta de inteligência, significa relatos abertos, significa dados científicos", disse Psaki, reconhecendo que pode ser uma tarefa difícil, já que os EUA não têm relações diplomáticas com a Síria.

Na quarta-feira, os EUA tinham declarado que havia "fortes indícios" de que o governo da Síria usou armas químicas em ataques naquele dia.

As autoridades sírias negaram o uso de armas químicas nos ataques na quarta-feira, acusando a oposição de criar acusações ou encenar ataques com gás tóxico. Os líderes ocidentais, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama, já disseram que o uso de armas químicas na Síria seria passar do "limite". Agência Estado e Reuters

 

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