França e Grã-Bretanha pressionam por sanções da UE contra Irã

A França e a Grã-Bretanha estão liderando um esforço dentro da União Europeia para aprovar novas sanções contra o Irã por causa do programa nuclear daquele país, mas até agora obtiveram sucesso limitado, informou o diário francês Le Monde na segunda-feira. Os dois estão entre os mais duros com relação ao Irã dentre um grupo de seis países --incluindo ainda Estados Unidos, China, Alemanha e Rússia-- que obteve diversas rodadas de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra Teerã enquanto pressionam por negociações. As potências ocidentais temem que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares sob o disfarce de um programa nuclear civil. O Irã diz que quer apenas dominar a tecnologia nuclear para gerar eletricidade a fim de satisfazer suas necessidades crescentes de energia. O Le Monde disse que Londres e Paris pressionam para que a UE amplie suas sanções a fim de evitar que o Irã obtenha equipamento e tecnologia para sua indústria de petróleo, mas o jornal não identificou nem descreveu a fonte da informação. "Ao fracassar em sua atual tentativa em razão da falta de um consenso europeu, autoridades francesas e britânicas parecem estar se concentrando em outro objetivo --a proibição de atividades dos bancos iranianos Saderat e Mellat no território da UE", escreveu o Le Monde. A negativa do Irã em responder aos repetidos apelos do Conselho de Segurança da ONU para que suspenda o enriquecimento de urânio --processo capaz de produzir combustível para usinas nucleares ou, possivelmente, armas atômicas-- levou às repetidas sanções da ONU contra o país. A terceira resolução do Conselho de Segurança impondo sanções, aprovada em março passado, classificou o banco Sederat como uma instituição dúbia, sobre a qual os países deveriam ficar vigilantes. Os EUA impuseram sanções próprias tanto contra o Saderat como contra o Mellat.

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