França: Otan apoiará ação na Líbia quando EUA deixarem comando

O Ministério de Relações Exteriores da França informou nesta terça-feira que a Otan fornecerá ajuda à intervenção militar realizada por uma coalizão ocidental na Líbia quando os Estados Unidos diminuírem sua participação.

REUTERS

22 de março de 2011 | 12h05

"Quando os norte-americanos decidirem recuar um pouco, a Otan poderá entrar para oferecer apoio, isso está relativamente claro", disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Christine Faes.

Uma reunião acalorada entre embaixadores da Otan na segunda-feira não conseguiu chegar a um acordo sobre se aliança de 28 nações deveria comandar a operação para garantir uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia sancionada pela ONU.

Forças leais a Muammar Gaddafi atacaram uma cidade próxima a Trípoli nesta terça-feira depois de uma terceira noite de ataques aéreos do Ocidente sobre a capital, mas a campanha militar da coalizão enfrentava questões sobre o futuro de sua estrutura de comando.

O ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppe, sugeriu na segunda-feira que a Otan deveria assumir a liderança na área de planejamento e coordenação, mas a liderança política da missão deveria vir de seus parceiros na coalizão.

Fages disse, no entanto, que a questão sobre quem deveria comandar a aliança não era urgente no momento, pois a liderança de Washington estava funcionando.

"Não temos problema algum em buscar a ajuda (da Otan). O que importa no momento é implementar a resolução da ONU e por enquanto, a liderança dos Estados Unidos está funcionando", afirmou.

(Reportagem de Daniel Flynn)

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