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França provoca confusão ao anunciar trégua de Israel em Gaza

Presidência confirma acordo e depois diz que apenas reagiu às declarações positivas sobre plano de cessar-fogo

Agências internacionais,

07 de janeiro de 2009 | 13h16

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta quarta-feira, 7, que Israel havia aceitado o plano de trégua do Egito para Gaza, mas logo depois seu gabinete afirmou que ele estava simplesmente celebrando a reação israelense à proposta feita mais cedo. Israel disse que via "positivamente" as conversas sobre a proposta, sem anunciar aceitação ao plano do Egito.   Veja também: Nota da presidência francesa (em francês) Israel ataca Gaza após fim de trégua de três horas Sarkozy diz que Israel aceitou proposta de cessar-fogo Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Brasileiros que vivem em Gaza não querem sair  Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  TV Estadão: as consequências do conflito em Gaza  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        Após o comunicado da presidência francesa de que Israel e a Autoridade Nacional Palestina, que comanda a Cisjordânia, anunciando a aprovação do acordo de cessar-fogo, o porta-voz do governo israelense, Mark Regev, afirmou que as negociações ainda estão em andamento. Segundo o porta-voz,  Israel "saúda" a proposta de França e Egito para encerrar a violência e aceitaria a proposta se fosse interrompido o "fogo hostil" vindo de Gaza e houvesse medidas para evitar o rearmamento do grupo militante Hamas. Além do porta-voz de Israel, o Hamas também afirmou que ainda está conversando com o Egito sobre a proposta apesar do anúncio de Sarkozy.    "O presidente está satisfeito com a aceitação de Israel e da Autoridade Palestina ao plano francoegípcio apresentado ontem à noite (terça-feira) em Sharm el-Sheikh pelo presidente (egípcio Hosni) Mubarak", disse o gabinete de Sarkozy em um comunicado. "O chefe de Estado pede que este plano seja implementado o mais rápido possível para que termine o sofrimento da população", acrescentou. O uso do termo "aceitação" no comunicado da França levou Israel a dizer que não havia aceitado o plano egípcio e que ainda estava discutindo a proposta. Uma autoridade do gabinete de Sarkozy afirmou depois que o comunicado francês era apenas uma reação aos comentários positivos feitos anteriormente sobre o plano e que não anunciava a aceitação por parte de Israel da proposta egípcia. "É uma reação às declarações de Israel e palestinos", disse a autoridade.   Os presidentes da França e do Egito, Hosni Mubarak, apresentaram a proposta na terça-feira para obter uma trégua imediata e encerrar o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, que já dura 12 dias e matou mais de 670 palestinos. O plano pedia um cessar-fogo por um período limitado destinado a permitir o envio de ajuda humanitária a Gaza, um encontro urgente entre israelenses e palestinos para discutir meios de impedir novas ações militares e motivos para o conflito, incluindo o fim do bloqueio de Gaza. Também pede a retomada de diálogo sobre uma reconciliação entre o Hamas e a Autoridade Palestina, que perdeu o controle de Gaza para o grupo em meados de 2007.   Israel retomou o fogo em Gaza após uma suspensão de três horas para abrir um corredor humanitário que permitisse proporcionar mantimentos à população. A Aviação israelense bombardeou vários túneis na região de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, e dispararam contra casas em Jabalya, no norte do território palestino, segundo testemunhas em Cidade de Gaza. Israel anunciou que suspenderá as operações militares por três horas diariamente, a fim de permitir o socorro humanitário à população.   As Brigadas de Ezedin al-Qassam, braço armado do Hamas, assumiram a responsabilidade do reinício do lançamento de foguetes contra o sul de Israel, que havia sido suspenso durante as três horas em que Israel suspendeu o fogo. Nos próximos dias, Israel decidirá se parará ou não os bombardeios durante três horas em função da situação, disse Peter Lerner, porta-voz do organismo dependente do Ministério da Defesa que coordena as atividades de Israel nos territórios palestinos.   John Ging, diretor de operações na Faixa de Gaza da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), disse que a Faixa de Gaza virou "um inferno na terra" para seus 1,5 milhão de habitantes e que, em vista de suas necessidades, um intervalo de três horas é insuficiente.  Cerca de 670 palestinos, incluindo pelo menos 300 civis - pelo menos 130 menores de 16 anos -, foram mortos durante a campanha, e mais de 2.900 foram feridos. Sete soldados israelenses e três civis foram mortos desde que a operação começou.

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