França quer Brasil nas discussões sobre futuro da Líbia pós-Kadafi

Cúpula dos 'Amigos da Líbia' ocorrerá em 1º de setembro; Rússia, China e Índia também participarão

Reuters

24 de agosto de 2011 | 14h43

Jibril e Sakozy se cumprimentam após reunião em Paris

 

PARIS - O presidente da França, afirmou nesta quarta-feira, 24, que deseja a que o Brasil participe de uma reunião no dia 1º de setembro que iniciará as discussões sobre o futuro da Líbia após a queda do regime de Muamar Kadafi. O encontro foi agendado em Paris, durante uma conversa do presidente com o vice-líder do Conselho Nacional de Transição, Mahmoud Jibril.

 

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Sarkozy afirmou que a realização da "Conferência dos Amigos da Líbia" foi acordada com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, e que "os amigos brasileiros, indianos, russos e chineses" seriam convidados, referindo-se aos países que compõem o Brics.

 

Sarkozy declarou ainda que a França manterá as operações militares na Líbia sob mandato da Organização das Nações Unidas enquanto for necessário. "Estamos prontos para continuar as operações militares na Líbia sob a Resolução 1973 da ONU pelo tempo que os nossos amigos líbios precisarem", afirmou Sarkozy a repórteres em frente ao palácio presidencial, ao lado de Jibril.

 

O líbio, por sua vez, disse que não tem informações sobre o paradeiro de Kadafi depois da tomada de seu complexo em Trípoli por rebeldes.

 

As batalhas no país continuam, embora muitos países já tenham reconhecido os rebeldes como o governo legítimo na Líbia. O próprio chanceler de Kadafi, Abdul Ati al-Obeidi, admitiu que o regime do coronel "chegou ao fim".

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