Gabinete de Abbas diz que confrontará Israel; aumentam protestos

O governo palestino apoiado pelo Ocidente prometeu nesta segunda-feira "confrontar Israel", enquanto tropas israelenses entraram em conflito com manifestantes pelo segundo dia na região de Jerusalém.

MOHAMMED ASSADI, REUTERS

05 de outubro de 2009 | 16h02

Jovens jogaram pedras contra policiais e puseram fogo em caixas de papelão e lixo nas ruas de Shuafat, em Jerusalém Oriental (árabe), depois que Israel prendeu um adolescente suspeito de ter esfaqueado e ferido um soldado que fazia uma inspeção num ônibus.

A violência se espalhou para as cercanias de Ramallah, onde cerca de 50 adolescentes palestinos se escondiam atrás de caminhões e carros enquanto jogavam pedras nos soldados israelenses. Segundo jornalistas, os soldados respondiam com disparos de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Um policial foi ferido por uma pedra e sete manifestantes foram detidos. Nove palestinos e dois policiais israelenses receberam tratamento para ferimentos sem gravidade em brigas ocorridas em Jerusalém no domingo, e outros 30 ficaram feridos em confrontos similares há uma semana.

Os palestinos advertiram que a tensão em torno do acesso ao complexo sagrado que abriga a mesquita de Al-Aqsa, uma área também venerada pelos judeus como o lugar de um templo antigo, poderia deflagrar um terceiro levante, enquanto as conversações de paz permanecem em um impasse.

O gabinete de ministros palestino, em uma forte declaração divulgada após uma reunião na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, exortou os palestinos a "confrontar Israel e seus planos" e acusou o Estado judaico de procurar negar o objetivo palestino de obter a soberania no território capturado por Israel numa guerra em 1967.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, concordou, mediante algumas condições, com um Estado palestino ao lado de Israel. Porém, as negociações de paz permanecem há meses em um impasse, apesar dos esforços dos EUA para revivê-las por causa da recusa israelenses em interromper as obras nos assentamentos judaicos.

A declaração palestina também alvejou a controvérsia sobre Jerusalém e condenou o que chamou de plano dos judeus para "executar rituais religiosos" num complexo que abriga a mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado do Islã.

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