Gabinete iraquiano aprova lei para libertar prisioneiros

O gabinete de governo do Iraque aprovouna quarta-feira um projeto de lei capaz de garantir alibertação de milhares de prisioneiros, uma das principaisexigências dos políticos sunitas que hoje boicotam aadministração comandada pelos xiitas. As forças norte-americanas e as autoridades iraquianasmantêm detidos 50 mil prisioneiros, muitos deles membros dacomunidade sunita que travou uma guerra de insurgência contra ogoverno aliado dos EUA e instalado após a deposição, em 2003,de Saddam Hussein. O número de prisioneiros aumentou bastante neste ano, emmeio à intensificação de uma campanha durante a qual diminuíramos níveis de violência registrados no país. Dados específicos sobre o projeto de lei, incluindo onúmero de prisioneiros a serem libertados, não foram divulgadosainda. E os líderes sunitas disseram que só se manifestariam arespeito dele após terem ciência de todos os detalhes. Oprojeto ainda precisa ser sancionado pelo Parlamento. "O gabinete aprovou uma lei de perdão, que definirá quempode ser libertado das prisões, iraquianas ounorte-americanas", afirmou à Reuters Ali al-Dabbagh, porta-vozdo governo. Sadiq al-Rikabi, um assessor do primeiro-ministro Nurial-Maliki, disse, no entanto, que o projeto dizia respeitoapenas aos detentos mantidos sob poder dos iraquianos e nãoàqueles sob controle dos EUA. A libertação dos prisioneiros é uma das principaisexigências do bloco sunita, que abandonou o governo em agosto. Os norte-americanos mantêm detidos homens considerados umaameaça à segurança, a maior parte deles sem terem sido acusadosformalmente. O Iraque mantém sob seu controle presos comuns eoutros acusados de serem um risco à segurança do país. (Reportagem adicional de Mariam Karouny, Ahmed Rasheed eWisam Mohammed)

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