Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Gabinete israelense aprova ampliação de ofensiva em Gaza

3.ª fase da ação terrestre penetraria mais em zonas povoadas; medida ainda precisa ser aprovada por Olmert

Agência Estado e Dow Jones,

07 de janeiro de 2009 | 15h26

O Gabinete de Segurança de Israel, formado pelos ministros das áreas relacionadas a questões militares e relações exteriores, aprovou nesta quarta-feira, 7, a ampliação da ofensiva militar contra o território palestino de Gaza. Um alto funcionário do Ministério da Defesa disse que a decisão final sobre isso caberá ao ministro Ehud Barak.  Veja também:Após trégua humanitária, violência retorna a GazaFrança provoca confusão ao anunciar cessar-fogo Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro Especial traz mapa com principais alvos em Gaza Brasileiros que vivem em Gaza não querem sair Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques      "Eles aprovaram a continuidade da ofensiva por terra, inclusive um terceiro estágio dela, que ampliaria as operações com uma penetração mais funda em áreas habitadas. Mas eles deixaram para o estabelecimento da Defesa decidir se a decisão será implementada", afirmou o funcionário. Campo de refugiados palestinos em Rafah após bombardeios israelenses. Foto: AP A ofensiva israelense contra Gaza começou no dia 27 de dezembro, uma semana depois de expirar um cessar-fogo de seis meses adotado em junho por iniciativa do Movimento Islâmico de Resistência (Hamas, na sigla em árabe), que governa o território desde que foi eleito, em 2006. O Hamas afirma que cumpriu escrupulosamente a trégua, embora outros grupos palestinos menores, ainda mais radicais, tenham continuado a disparar foguetes de fabricação caseira contra território israelense. Cerca de 670 palestinos, incluindo pelo menos 300 civis - ao menos 130 menores de 16 anos -, foram mortos durante a campanha, e mais de 2.900 foram feridos. Sete soldados israelenses e três civis foram mortos desde que a operação começou. Segundo as agências de notícias israelenses e palestinas, nenhum cidadão israelense foi morto por foguetes disparados desde Gaza durante o cessar-fogo; no mesmo período, 27 palestinos foram mortos no território em ações militares israelenses por terra ou em ataques aéreos. Essas operações levaram o Hamas a declarar, em 17 de dezembro, que não renovaria o acordo de trégua, fato que serviu de argumento para Israel atacar o território dez dias depois.  Trégua temporária Nesta quarta-feira, Israel implementou uma trégua de três horas para permitir a entrada de alimentos e combustíveis na Faixa de Gaza para os sitiados civis palestinos. No total, 80 caminhões, com alimentos e combustíveis para as termelétricas que geram a eletricidade do território, puderam entrar. Médicos tentaram recuperar corpos em áreas onde, por causa do fogo cruzado, era difícil se aproximar. O som das ambulâncias podia ser ouvido à distância, enquanto muitos veículos levavam feridos para o Egito Vários bombardeios e disparos de tanques israelenses foramouvidos logo após o final da trégua humanitária de três horas. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que Israel havia aceitado o plano de trégua do Egito para Gaza, mas logo depois seu gabinete afirmou que ele estava simplesmente celebrando a reação israelense à proposta feita mais cedo.  Após o comunicado da presidência francesa, o porta-voz do governo israelense, Mark Regev, afirmou que as negociações ainda estão em andamento. Segundo o porta-voz, Israel "saúda" a proposta de França e Egito para encerrar a violência e aceitaria a proposta se fosse interrompido o "fogo hostil" vindo de Gaza e houvesse medidas para evitar o rearmamento do grupo militante Hamas. Além do porta-voz de Israel, o Hamas também afirmou que ainda está conversando com o Egito sobre a proposta.

Tudo o que sabemos sobre:
HamasIsraelGaza

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.