Gabinete palestino renuncia em meio a reforma de Abbas

O gabinete palestino renunciou na segunda-feira, e o primeiro-ministro Salam Fayyad irá escolher novos ministros a pedido do presidente Mahmoud Abbas, numa aparente tentativa do presidente de demonstrar mudanças políticas em meio à revolta popular no Egito.

MOHAMMED ASSADI, REUTERS

14 de fevereiro de 2011 | 10h19

Fayyad e vários membros da facção governista Fatah vinham pleiteando a reforma ministerial. Ela ocorre após a queda do presidente egípcio, Hosni Mubarak, numa revolta popular que desencadeou um anseio por mudanças em todo o mundo árabe.

"O gabinete renunciou hoje, e a formação de um novo gabinete ocorrerá assim que possível", disse o ministro do Planejamento palestino, Ali Jarbawi, à Reuters.

A Autoridade Palestina, dominada pela Fatah, governa apenas a Cisjordânia ocupada, pois perdeu o controle da Faixa de Gaza para o Hamas numa guerra civil em 2007. Abbas ficou ainda mais enfraquecido nos últimos meses por causa do fracasso de uma nova tentativa de negociar a paz com Israel.

Dos 24 cargos no gabinete de Fayyad, apenas 16 estavam ocupados atualmente. Dois ministros renunciaram e seis ficaram "ilhados" em Gaza. Dos ministros efetivamente presentes, vários são acusados e incompetência.

No sábado, a Autoridade Palestina anunciou a intenção de realizar novas eleições legislativas e presidenciais até setembro.

O Hamas, que rejeita a coexistência permanente com Israel, disse em resposta à mudança no gabinete que foi motivada pelo temor de Abbas de os palestinos seguirem os passos dos egípcios com manifestações por mudança política.

"A menos que Mahmoud Abbas realize reformas política e de segurança sérias, sua autoridade será objeto da ira do povo palestino", disse o porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri na Faixa de Gaza.

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