Gaddafi conclama líbios a marchar rumo a Trípoli

O líder líbio, Muammar Gaddafi, conclamou seus seguidores nesta quinta-feira a marchar em direção a Trípoli e "purificar" a capital ocupada por rebeldes, que ele classificou como "ratos, cruzados e infiéis".

REUTERS

25 de agosto de 2011 | 13h50

Em um breve discurso em áudio transmitido por canais de TV leais a ele, Gaddafi convocou todas as tribos da Líbia a se juntarem e expulsar do país o que chamou de agentes estrangeiros.

"A Líbia é para o povo líbio e não para os agentes, não para o imperialismo, não para a França, não para o Sarkozy, não para a Itália", afirmou. "Trípoli é para vocês, não para aqueles que confiam na Otan."

Rebeldes tomaram o controle de Trípoli esta semana e invadiram o quartel-general de Gaddafi, mas o paradeiro do líder permanece desconhecido.

O Conselho Nacional de Transição, dos rebeldes, ofereceu uma recompensa pela captura de Gaddafi e o Tribunal Penal Internacional o acusou de crimes contra a humanidade.

Relembrando um discurso feito por ele no começo do levante contra seu governo de quatro décadas, Gaddafi instou os jovens e líderes tribais da Líbia a tomarem o controle das vizinhanças das mãos dos rebeldes e marchar para a capital.

"Rua por rua, corredor por corredor, casa por casa", disse ele. "As tribos que estão fora de Trípoli precisam marcar para Trípoli. Cada tribo precisa controlar sua área e parar o inimigo que coloca seu pé nesta terra pura."

"Oh xeiques de mesquitas, oh estudantes, incitem o povo à Jihad. Saiam como seus líderes."

"Não deixem Trípoli para esses ratos, matem-nos, derrotem-nos rapidamente. Vocês são a maioria esmagadora.. Não haverá local seguro para os inimigos.. o inimigo está iludido, a Otan está recuando. Ela não pode durar para sempre no ar. Que a Otan seja condenada", conclamou Gaddafi.

"Vamos derrotá-los com determinação, por meio de vontade, comprometimento com a liberdade, soberania, dignidade e glória. Nunca tenham medo deles, apenas temam a Deus, vocês estão mais próximos de Deus que eles."

(Reportagem de Omar Fahmy, Dina Zayed e Marwa Awad)

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