Gaddafi reitera proposta de referendo para encerrar conflito

O governo líbio renovou no domingo uma oferta de promover um referendo para decidir se Muammar Gaddafi deve permanecer no poder --uma proposta que provavelmente não interessará aos adversários de Gaddafi, mas que pode ampliar as divergências no interior da Otan.

NICK CAREY, REUTERS

26 de junho de 2011 | 11h43

Estão crescendo as pressões de alguns setores no interior da aliança para buscar uma solução política, três meses após o início de uma campanha militar que está custando bilhões de dólares aos membros da Otan, já provocou mortes de civis e, até agora, não conseguiu afastar Gaddafi do poder.

Moussa Ibrahim, um porta-voz da administração de Gaddafi, disse a repórteres em Trípoli que o governo está propondo um período de diálogo nacional e uma eleição supervisionada pelas Nações Unidas e a União Africana.

"Se o povo líbio decidir que Gaddafi deve partir, ele partirá. Se o povo decidir que ele deve permanecer, ele permanecerá," disse Ibrahim.

Mas o porta-voz disse que, aconteça o que acontecer, Gaddafi --que comanda o país produtor de petróleo desde que chegou ao poder em um golpe militar em 1969-- não irá para o exílio. "Gaddafi não vai para lugar algum, ele vai permanecer neste país," disse Ibrahim.

A ideia de promover uma eleição foi levantada pela primeira vez no início deste mês por um dos filhos de Gaddafi, Saif al-Islam.

A proposta perdeu impulso quando o primeiro-ministro líbio, Al-Baghdadi Ali Al-Mahmoudi, pareceu tê-la rejeitado. Na época, ela também foi rejeitada pelos rebeldes anti-Gaddafi no leste da Líbia e por Washington.

Muitos analistas dizem que Gaddafi e sua família não têm intenção alguma de abrir mão do poder. Em lugar disso, afirmam, o líder líbio está acenando com a possibilidade de um acordo, tendo como intuito tentar ampliar as divisões que vêm emergindo na aliança que o combate.

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