Garota afegã é torturada por se recusar a se prostituir

Uma garota afegã de 15 anos de idade foi brutalmente torturada, espancada e presa em um banheiro pela família do seu marido por meses após ela ter se recusado a se prostituir, afirmaram autoridades neste sábado.

REUTERS

31 de dezembro de 2011 | 12h59

Sahar Gul estava em estado crítico quando foi resgatada de uma casa na província de Baghlan, no norte do país, na semana passada, após vizinhos reportarem terem ouvido Gul chorando e gemendo com dores.

De acordo com a polícia de Baghlan, os parentes do marido dela arrancaram suas unhas e cabelos, e a trancaram em um banheiro escuro em um porão por cerca de cinco meses, com pouca comida e água para sobreviver.

"Ela se casou há sete meses, e ela é originalmente da província de Badakhshan. Os parentes do marido dela tentaram forçá-la a se prostituir para ganhar dinheiro", afirmou Rahima Zarifi, líder de assuntos referentes à mulher em Baghlan, à Reuters.

Gul estava repleta de cicatrizes e feridas, com um olho ainda inchado seis dias após o resgate. Ela está sendo tratada em um hospital do governo em Cabul, mas sua recuperação pode levar semanas e ela pode ser transferida para a Índia, disseram médicos.

"Este é um dos piores casos de violência contra a mulher afegã. Os perpetradores precisam ser punidos para que outros aprendam a lição", disse o ministro da saúde Suraya Dalil a jornalistas depois de visitar Gul no hospital no sábado, com a representante das mulheres.

Mohammad Zia, uma autoridade oficial sênior em Baghlan que ajudou no resgate da garota, disse que a sogra e a cunhada de Gul foram detidas, mas seu marido e seu sogro escaparam.

"Nós lançamos uma séria busca para encontrar seu marido e os outros envolvidos", disse Zia à Reuters por telefone da Baghlan.

(Por Hamid Shalizi)

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