Gates admite que empresas de segurança atrapalham no Iraque

Secretário afirma que apoio do Exército não é suficiente, mas reconhece que empresas criam problemas

BBC,

19 de outubro de 2007 | 14h21

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse nesta sexta-feira, 19, que as atividades das empresas de segurança privadas estão "em conflito" com a missão do Exército americano no Iraque. Porém, ele reconhecer que os militares não podem garantir a segurança do país sem os guardas particulares, a não ser desviando centenas de soldados de seus postos. Na quinta-feira, três civis iraquianos foram feridos quando uma agentes de uma companhia de segurança britânica abriram fogo contra um táxi na cidade de Kirkuk, no norte do país. Além disso, as empresas em operação no Iraque estão sendo analisadas após a morte de 17 civis em um incidente envolvendo vigias da firma americana Blackwater. "Vejo que agora, nossas missões estão em conflito". "Baseado em tudo o que li o que nos foi reportado pela nossa equipe, houve exemplos em que o povo iraquiano foi ofendido e não foi tratado de modo correto", disse Gates. O Pentágono declarou que está considerando se todas as empresas de segurança contratadas deveriam ser supervisionadas por uma autoridade central, que exerça mais controle sobre elas, segundo a agência de notícias AFP. O tiroteio em Kirkuk aconteceu quando um veículo se aproximou do comboio escoltado pelos guardas da empresa britânica Erinys International, que abriram fogo e feriram três civis. O grupo escoltava membros do Exército americano e engenheiros. De acordo com um comunicado dos militares dos EUA em Bagdá, foram disparados apenas tiros de advertência. O incidente está sob investigação.

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