Gordon Brown defende retirada britânica de Basra

Primeiro-ministro garante que soldados poderiam 'voltar a intervir em determinadas circunstâncias'

EFE

03 de setembro de 2007 | 06h25

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, negou nesta segunda-feira que a retirada das tropas britânicas destacadas no centro de Basra equivalha a uma derrota, ao insistir em que a retirada era uma operação "planejada com antecipação e organizada". Veja Também Em visita ao Iraque, Bush diz ser possível reduzir tropas Em entrevista ao programa "Today", da Rádio 4 da "BBC", o chefe do Governo de Londres indicou que este movimento fará com que as tropas britânicas assumam "um papel de supervisão", mas os soldados do Reino Unido poderiam "voltar a intervir em determinadas circunstâncias". No entanto, assegurou que o número de efetivos britânicos no Iraque continuará sendo "aproximadamente o mesmo neste momento", e disse que o Reino Unido permanecerá "para cumprir" suas obrigações tanto com o povo iraquiano como com a comunidade internacional. As declarações de Brown acontecem enquanto fontes militares informam em Bagdá que as tropas britânicas deixaram nesta segunda-feira o palácio presidencial dessa cidade, no sul do Iraque, que tinham utilizado desde a invasão como seu quartel-general. Perguntado em uma entrevista ao programa "Today" da Rádio 4 da "BBC" se as tropas britânicas recuaram como conseqüência de uma derrota, respondeu: "Permita-me ser muito claro nisto. Trata-se de uma operação planejada com antecipação e organizada desde o palácio de Basra à base aérea". "O objetivo disto foi transferir o controle da segurança do Exército britânico às Forças de Segurança iraquianas", acrescentou. O líder trabalhista reconheceu ainda os erros cometidos após a queda do regime de Saddam Hussein: "Se fôssemos capazes de tomar essas decisões agora, teríamos feito de forma diferente". Os 550 militares britânicos que continuavam destacados no centro de Basra, capital da província meridional de mesmo nome, começaram neste domingo a retirada para concentrar-se com o restante dos cinco mil soldados do Reino Unido na base aérea, situada 20 quilômetros a oeste da cidade. Os efetivos, pertencente ao quarto batalhão "The Rifles", estavam praticamente sob estado de sítio, o que fez com que o Ministério da Defesa tenha tentado manter em segredo a data da evacuação por motivos de segurança, segundo o jornal britânico "The Independent".  Em princípio, estava prevista a entrega do controle do palácio de Basra aos iraquianos no começo de agosto, mas ela foi atrasada pelo mal-estar dos EUA com a iniciativa, acrescentou o jornal. Desde o começo da invasão liderada pelos EUA em março de 2003, 168 soldados britânicos morreram no Iraque.

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