Governo afegão anuncia que está prestes a fechar acordo com EUA

O porta-voz da Presidência do Afeganistão disse na terça-feira que em breve deverá ser selado um acordo para a transferência dos centros de detenção sob administração norte-americana para as autoridades afegãs, melhorando a perspectiva de um acordo estratégico que permita o envolvimento dos Estados Unidos no país no longo prazo.

MICHAEL GEORGY, REUTERS

06 de março de 2012 | 16h25

"Ambos os lados estão estudando um memorando de entendimento agora. Acredito que alcançaremos um acordo nos próximos três dias", disse à Reuters o porta-voz Aimal Faizi.

As autoridades da embaixada norte-americana não estavam imediatamente disponíveis para comentar a informação.

O Acordo de Parceria Estratégica, que está sendo negociado por Washington e Cabul há um ano, será o modelo pelo qual se dará o envolvimento dos EUA no Afeganistão depois de 2014, quando as últimas tropas de combate estrangeiras devem deixar o país.

O Afeganistão quer que os EUA e a Otan concordem em parar com as incursões noturnas nas residências afegãs como pré-condição para a assinatura de um acordo com o governo norte-americano e um cronograma para assumir o controle dos centros de detenção.

Em uma reunião na segunda-feira entre o presidente afegão, Hamid Karzai, o embaixador dos EUA, Ryan Crocker, e o general John Allen, comandante da Otan no Afeganistão, o lado norte-americano propôs um cronograma de seis meses para a transferência.

Karzai teria estabelecido o prazo de 9 de março para que os EUA entreguem as instalações de detenção.

Uma autoridade afegã afirmou que um cenário possível era a transferência das prisões tendo início em alguns dias e sendo concluída em seis meses.

"Há avanços", disse Karzai a jornalistas na terça-feira, comentando as negociações para uma parceria.

O governo Obama queria fechar um acordo antes de uma reunião de líderes da Otan em Chicago em maio.

Embora o documento não deva entrar nos detalhes, espera-se que ele contenha um acordo para algum tipo de presença militar dos EUA no Afeganistão para além de 2014, quando a maioria das tropas de combate da Otan deverá ter partido.

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