Governo britânico considera graves denúncias de tortura no Iraque

O website WikiLeaks publicou cerca de 40.000 registros militares americanos, escritos por soldados em campo

Associated Press, AP

24 de outubro de 2010 | 16h18

Alegações de tortura de prisioneiros e de matança de civis no Iraque, extraídas de documentos oficiais americanos vazados, são extremamente graves e devem ser investigadas, disse uma alta autoridade do governo britânico.

 

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O vice-primeiro-ministro Nick Clegg disse à BBC que os relatos de violência no Iraque "são chocantes de ler e são muito graves".

 

O website WikiLeaks publicou cerca de 40.000 registros militares americanos, escritos por soldados em campo, detalhando a carnificina no Iraque desde a invasão, liderada pelos Estados Unidos em 2003. Há relatos de torturas praticadas pelas forças iraquianas, execuções por motivos religiosos e civis mortos  por militares dos EUA.

 

O website Iraq Body Count, que tenta contabilizar o total de civis de iraquianos desde o início da guerra, disse ter analisado a informação e   detectado 15.000 mortes não relatadas anteriormente nos documentos vazados, divulgados na sexta-feira.

 

Embora a documentação pareça autêntica, sua procedência não pôde ser confirmada por fontes independentes. O Pentágono confirma o vazamento, assim como o Ministério da Defesa britânico. As autoridades dizem que a divulgação pode pôr a vida dos soldados em risco.

 

Clegg disse que não cabe ao governo do Reino Unido dizer como Washington deve reagir às alegações de abuso, mas que quaisquer acusações de abuso por parte de tropas britânicas "são extremamente sérias e precisam ser analisadas".

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