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Governo do Irã é criticado por ação pós-terremoto

Reclamações eram referentes à falta de barracas e à decisão do presidente de manter viagem

Reuters

13 de agosto de 2012 | 15h05

DUBAI - O governo do Irã recebeu críticas nesta segunda-feira, 13, por causa de sua resposta aos dois terremotos que mataram 306 pessoas, As reclamações eram referentes à falta de barracas e à decisão do presidente Mahmoud Ahmadinejad de manter uma viagem ao exterior.

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Embora as autoridades tenham anunciado no domingo, menos de 24 horas depois do desastre, que as operações de busca e resgate haviam terminado e que todos os sobreviventes haviam sido retirados dos escombros, alguns moradores expressaram descrença de que as autoridades pudessem ter alcançado os vilarejos mais remotos tão rápido. "Conheço bem a área. Há algumas regiões onde há vilarejos aos quais não se chega de carro", disse à Reuters, por telefone, um médico da cidade de Tabriz, recusando-se a divulgar seu nome por esta ser uma questão delicada. "Não é possível que eles tenham concluído tão rápido."

O médico disse ter trabalhado por 24 horas seguidas, tratando pacientes de outros vilarejos levados a Tabriz. "Nas primeiras horas depois do terremoto, foram pessoas comuns e voluntários nos próprios carros para as áreas atingidas", afirmou o médico.

Membros do Parlamento que representam a população das áreas afetadas reclamaram sobre a escassez de barracas, informou a agência de notícias parlamentar Icana. Os terremotos - om magnitudes de 6,4 e 6,3 - atingiram a província do Azerbaijão Oriental na tarde de sábado, destruindo vilarejos e ferindo milhares de pessoas na região das cidades de Ahar, Varzaghan e Harees, perto da capital da província, Tabriz.

O primeiro relatório sobre a situação feito pela Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) citou autoridades iranianas afirmando que até 17 mil pessoas ficaram desabrigadas e precisavam de abrigo. As autoridades iranianas afirmaram que a resposta emergencial foi rápida.

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