Governo do Iraque emprega 50 mil ex-militantes

País pretende dar emprego a mais 96 mil Filhos do Iraque até meio do ano, segundo autoridades

Agência Estado,

19 de janeiro de 2010 | 17h04

Cerca de 50 mil combatentes sunitas que se aliaram às forças dos EUA contra a Al-Qaeda e outros grupos militantes no Iraque são agora funcionários do governo. A medida foi tomada numa tentativa de acalmar os temores de que esses combatentes seriam negligenciados pelos líderes xiitas do país.

 

Muitos dos ex-combatentes, parte de um grupo conhecido como Filhos do Iraque, são ex insurgentes que mudaram de lado para tentar diminuir a violência. Os EUA pediram ao governo xiita iraquiano para encontrar trabalho para os combatentes com o objetivo de promover a unidade nacional e manter a segurança no momento em que as tropas americanas começam a deixar o país.

 

Mohammed Salman al-Saadi, presidente do Comité de Implementação e Acompanhamento para a Reconciliação Nacional, declarou, durante uma coletiva de imprensa na fortificada Zona Verde, em Bagdá, que o Iraque espera empregar os demais 96 mil Filhos do Iraque até o meio do ano.

 

As vagas estão sendo preenchidas apesar de nenhum emprego estatal ter sido criado para os demais iraquianos no ano passado por questões orçamentárias, disse ele.

 

Sob forte pressão dos EUA, o governo xiita do primeiro-ministro Nouri al-Malik relutantemente concordou em absorver 20% dos combatentes, organizados no que são conhecidos como Conselhos do Despertar, pelas forças de segurança do governo. Al-Saasi disse que o processo está quase completo.

 

Cerca de 10 mil combatentes de Bagdá foram integrados às forças de segurança do Ministério do Interior. Dos 40 mil Filhos do Iraque na capital, cerca de 30 mil já foram transferidos para vários ministérios, disse ele.

 

As informações são da Associated Press.

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