Governo interino líbio toma aeroporto em cidade natal de Gaddafi

As forças do governo interino líbio retomaram na quinta-feira o aeroporto de Sirte, a cidade natal de Muammar Gaddafi, em meio a uma preocupação cada vez maior dos civis presos dentro do município sitiado.

JOSE, REUTERS

29 Setembro 2011 | 14h41

Os combatentes do Conselho Nacional de Transição (CNT) tomaram pleno controle do aeroporto de Sirte, disseram testemunhas da Reuters. Eles haviam tomado o local há duas semanas e depois perdido seu controle. Os simpatizantes de Gaddafi em Sirte usaram fogo de artilharia, foguetes e atiradores para combater duas grandes incursões do CNT sobre a cidade na semana passada.

Os dois lados acusam o outro de colocar civis em perigo.

"Eles estão lançando bombas constantemente. Há fogo indiscriminado dentro de alguns bairros e de uma área para outra", disse à Reuters Hassan, um morador que fugiu da cidade.

Civis têm fugido de Sirte, município costeiro de 100 mil habitantes que também está sob ataque aéreo da Otan. As autoridades líbias pediram que a Organização das Nações Unidas (ONU) ajude as ambulâncias a retirar os feridos, disse uma fonte da ONU na Líbia.

As agências de ajuda humanitária advertiram na quarta-feira que Sirte está perto de um desastre humanitário, em meio ao aumento das mortes e da redução dos suprimentos de água, eletricidade e de alimentos.

Os combates nas regiões leste e oeste de Sirte eram menos intensos na quinta-feira em comparação com os dias anteriores, mas o CNT afirmou ter aberto um caminho entre os dois fronts permitindo a união de suas forças - um reforço estratégico junto com a retomada do aeroporto.

Mais de um mês depois de os combatentes do CNT terem capturado a capital Trípoli, Gaddafi permanece fugitivo, tentando organizar a resistência aos que colocaram fim ao seu governo de 42 anos. Alguns membros de sua família, porém, se refugiaram na Argélia e no Níger.

A Interpol emitiu um alerta pedindo a prisão de Saadi, o filho de Gaddafi que fugiu para o Níger há três semanas. A agência policial com sede em Lyon disse que agia a pedido do CNT, que acusa Saadi de liderar unidades militares responsáveis por reprimir manifestantes e de se apropriar de propriedades ilegalmente.

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