Governo iraquiano anuncia fim do toque de recolher em Bagdá

O anúncio ocorreu horas após o clérigo xiita Moqtada al-Sadr pedir o recuo de suas tropas das ruas

Efe,

30 de março de 2008 | 21h19

O governo iraquiano anunciou neste domingo, 30, em comunicado, a suspensão do toque de recolher em Bagdá, horas depois de o clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr solicitar aos seus seguidores o fim das atividades armadas. A nota explicou que a proibição da circulação de pessoas e veículos - vigente na capital iraquiana desde quinta-feira passada - expirará a partir das 6 horas local de segunda-feira (23 horas deste domingo, no horário de Brasília). Desta maneira, o toque de recolher só permanecerá nas províncias meridionais de Basra, Wasit, Babel, Diwaniya, Nassiriya e Karbala. Veja também:Ataques e confrontos matam seis e ferem 15 no sul do IraqueForças britânicas se aproximam de cidade iraquiana de BasraGoverno iraquiano prolonga toque de recolher  O executivo informou no sábado, 29, que prolongaria de forma indefinida o toque de recolher em Bagdá por causa dos enfrentamentos entre a milícia Exército Mehdi, leal a al-Sadr, e o Exército iraquiano na capital e nas províncias do sul. No entanto, o religioso xiita fez neste domingo um pedido a seus milicianos para que recuem e cessem as atividades armadas. "Para evitar o derramamento de sangue e preservar a unidade do Iraque, decidimos cancelar todas as manifestações armadas", afirmou al-Sadr em comunicado divulgado na cidade santa xiita de Najaf (ao sul de Bagdá) após várias horas de negociações com o governo. A ação do clérigo foi bem por parte do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que declarou que "a solicitação de Sadr é um passo na direção correta" e que se espera que contribua para estabilizar a situação de segurança na região. Além disso, Maliki afirmou que a campanha de segurança lançada na cidade de Basra, a cerca de 580 quilômetros ao sul de Bagdá, "não teve como alvo nenhum grupo político ou religioso, incluindo o Bloco de Sadr".

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