Governo israelense anuncia boicote à TV Al-Jazeera

O governo israelense anunciou ontemque não irá mais cooperar com a influente emissora árabe de TVAl-Jazeera, acusando-a de produzir reportagens parciais, quefavorecem o grupo islâmico palestino Hamas. Autoridades israelenses disseram que membros do governo nãoirão dar entrevistas para a Al-Jazeera --emissora por satélite,com sede no Catar --e o país poderá negar vistos a seusfuncionários por causa de sua cobertura do conflito entreIsrael e os militantes palestinos da Faixa de Gaza, controladapelo Hamas. A Al Jazeera nega favorecer um dos lados. "Se eles representam um lado às custas do outro sem seremobjetivos, por que nós temos de ter relações com eles? Por quetemos de prover serviços para eles?", disse à Reuters ovice-ministro de Relações Exteriores de Israel, Majalli Whbee. Whbee afirmou que o ministério vai expor suas preocupaçõesem cartas à sede da emissora e ao governo do Catar. A TV AlJazeera também transmite em inglês -- serviço que não seriaafetado pelo boicote, disse um funcionário israelense de altoescalão. O chefe da sucursal da AlJazeera em Israel e nosterritórios palestinos, Walid al-Omari, afirmou que a coberturada emissora não é tendenciosa e não demonstra simpatia ao Hamasou a quem quer que seja. Omari disse que nas duas últimas semanas os porta-vozes daChancelaria israelenses não têm cooperado com a emissora. "Nós os convidamos a dar declarações e eles começaram aapresentar todo o tipo de desculpas", disse Omario à rádio doExército de Israel. Um alto funcionário israelense acusou a equipe da AlJazeera -- da unidade que transmite em árabe -- de ter feitouma filmagem previamente arranjada com o Hamas de um blecaute,em janeiro, na Faixa de Gaza. A região ficou às escuras depoisque Israel cortou o fornecimento de combustível, alegando que amedida era uma resposta aos foguetes lançados de Gaza contra olado israelense. Falando sob condição de manter o anonimato, o funcionárioafirmou que os representantes do governo se reuniram duas vezescom a equipe da Al Jazeera nas últimas semanas para discutirsuas preocupações.

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