Grã-Bretanha e EUA propõem papel político da ONU no Iraque

Os Estados Unidos e aGrã-Bretanha propuseram na quarta-feira que a Organização dasNações Unidas (ONU) tenha um papel político muito maior noIraque para tentar conter as divisões sectárias. Uma proposta de resolução nesse sentido enviada ao Conselhode Segurança propõe uma grande ampliação na Missão deAssistência da ONU no Iraque (Unami), além da prorrogação doseu mandato por um ano. O texto foi distribuído num momento de novos problemas parao governo iraquiano, com a saída na quarta-feira do principalbloco sunita do governo, que é liderado pelos xiitas, devido adivergências sobre a segurança. Além disso, atentados suicidasmataram mais de 70 pessoas em Bagdá. Desde sua formação, há quatro anos, a Unami se voltaprincipalmente para questões eleitorais e de direitos humanos.A ONU opera com restrições no Iraque desde o atentado de 2003que matou 22 pessoas em sua sede de Bagdá, inclusive obrasileiro Sérgio Vieira de Mello, chefe da missão. O embaixador dos EUA na ONU, Zalmay Khalilzad, que jáserviu em Bagdá, vem dizendo que a entidade deveria ter ummaior envolvimento na busca pela reconciliação entre osiraquianos. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também éfavorável a um papel maior do órgão. A proposta anglo-americana diz que a Unami deve, de agoraem diante, "aconselhar, apoiar e assistir" os iraquianos nabusca por "um diálogo nacional, inclusivo, e pela reconciliaçãopolítica", com uma revisão e implementação da Constituição. Washington e Londres querem que o governo iraquiano assumamais responsabilidades para permitir a retirada das tropasestrangeiras. A resolução apresentada na ONU diz que a Unamideve promover também o diálogo entre o Iraque e seus vizinhos arespeito de segurança na fronteira, energia e refugiados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.