Grã-Bretanha espera que conferência nuclear ocorra em 2013

A Grã-Bretanha afirmou neste sábado que espera realizar uma conferência sobre o fim das armas nucleares no Oriente Médio "o mais rápido possível", depois de os Estados Unidos terem dito que ela não acontecerá no próximo mês.

MOHAMMED ABBAS, Reuters

24 de novembro de 2012 | 16h57

O Departamento de Estado norte-americano afirmou na sexta-feira que a conferência "não pôde ser realizada por causa das presentes condições no Oriente Médio e pelo fato de que os Estados da região não chegaram a um acordo sobre condições aceitáveis para a conferência".

Mas a Grã-Bretanha, que ao lado de EUA, Rússia e a ONU (Organização das Nações Unidas) é uma das organizadoras do encontro, deixou claro que a conferência só foi adiada, e não cancelada, dizendo que apoiava esforços para realizá-la no próximo ano.

"Apoiamos a realização da conferência o mais rápido possível. Endossamos totalmente o trabalho do facilitador da conferência, o subsecretário de Estado da Finlândia Jaakko Laajava, em construir consenso nos próximos passos", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Alistair Burt.

Washington teme que a conferência, que deveria ser realizada na Finlândia, possa ser usada como fórum para criticar Israel, uma preocupação que deve ter aumentado após os oito dias de hostilidades entre israelenses e palestinos, que acabaram com um cessar-fogo na quarta-feira.

Irã e outros estados árabes frequentemente dizem que o suposto poderio nuclear de Israel é uma ameaça à paz e segurança do Oriente Médio. Israel e potências ocidentais veem o Irã como maior ameaça de proliferação nuclear, mas Teerã nega que tenha tais ambições.

Como a Índia e o Paquistão, Israel nunca assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. O país não confirma nem nega que tenha bombas atômicas, embora especialistas acreditem que a nação possua centenas delas.

O Irã, que é rival de Israel, anunciou neste mês que participaria da conferência, mas diplomatas do Ocidente acreditam que Teerã só tomou tal decisão após ter ficado claro que o encontro deveria der adiado.

(Reportagem adicional de Fredrik Dahl em Viena)

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