Grã-Bretanha quer liberar US$18,9 bi de ativos da Líbia

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou nesta quinta-feira que seu governo vai procurar liberar mais 12 bilhões de libras (18,9 bilhões de dólares) em ativos líbios se uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Líbia for aprovada.

REUTERS

15 Setembro 2011 | 10h00

"Nós já liberamos um bilhão de libras em ativos e se pudermos aprovar a resolução da ONU que vamos apresentar com a França amanhã (sexta), há mais 12 bilhões de libras em ativos só na Grã-Bretanha que buscaremos descongelar", disse Cameron em entrevista coletiva na capital líbia.

Cameron está em visita na Líbia junto com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Mais cedo, um porta-voz do governo britânico disse que a Grã-Bretanha havia decidido liberar ao novo governo líbio 600 milhões de libras (944 milhões de dólares) que estavam retidas em contas no país.

"Estamos descongelando os bens deles. Eles precisam fazer coisas como pagar funcionários públicos e a força policial", disse o porta-voz em Londres.

No mês passado, a Grã-Bretanha já havia liberado o equivalente a cerca de 1,5 bilhão de dólares em ativos líbios. A primeira parte dessa quantia foi levada em um avião militar britânico à cidade líbia de Benghazi.

O patrimônio do governo líbio no exterior está retido devido a sanções que vigoravam contra o regime de Muammar Gaddafi, deposto no mês passado. A Grã-Bretanha quer que a ONU autorize a liberação de mais dinheiro.

Na sua visita, Cameron deve anunciar um pacote de apoio financeiro e logístico ao Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, o que inclui ajuda para a localização e eliminação de armas químicas, minas e mísseis.

(Reportagem de Matt Falloon)

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