Grafites e flores no aniversário da execução de Saddam

Manifestações marcam primeiro ano da morte do ex-presidente iraquiano condenado à forca em 2006

Agências internacionais,

30 de dezembro de 2007 | 11h22

Grafites em preto enaltecendo Saddam Hussein apareceram durante a noite em sua cidade natal, e pequenos grupos visitaram seu túmulo neste domingo, 30, no primeiro aniversário da execução do ex-líder iraquiano. "Não há vida sem sol nem dignidade sem Saddam", dizia um dos slogans em Tikrit, norte de Bagdá. "Paraíso para o herói Saddam", dizia outro. Os grafites apareceram em prédios públicos que incluem a delegacia de polícia e as secretarias da Agricultura e Energia. Em Awja, um vilarejo perto de Tikrit onde Saddam nasceu e foi sepultado, a TV Reuters gravou imagens de homens, mulheres e crianças se amontoando sobre seu túmulo coberto de flores. Um grupo de cerca de 25 homens estava sentado falando da vida sob o regime Saddam e de como o Iraque mudou desde sua execução. "Um ano se passou desde a morte do líder, mas nenhuma mudança positiva ocorreu. As coisas estão piores, nós somos dominados pelo Irã e pela América. O líder foi morto para satisfazer o Irã", disse Adnan Jassim, 37, de Tikrit. A segurança foi intensificada especialmente nas províncias sunitas. Mas o potencial para violência parecia baixo já que muitos rebeldes pró-Saddam se juntaram às forças militares norte-americanas desde a execução para combater a Al Qaeda sunita, que Washington aponta como a maior ameaça. O governo decretou toque de recolher em Al Daur, ao norte de Bagdá, perto de onde as forças americanas prenderam Saddam em 2003.  Saddam, derrubado do poder pela invasão comandada pelos Estados Unidos em 2003, foi condenado pela morte de um grande número de xiitas em Dujail após um atentado contra sua vida naquela cidade em 1982.  A execução apressada do ex-presidente foi criticada pela comunidade internacional e causou irritação entre os árabes sunitas quando apareceram imagens na internet de autoridades xiitas insultando o ex-líder na forca. Governos árabes sunitas, incluindo o Egito e a Arábia Saudita, criticaram a data da execução, no início do ritual religioso Eid al-Adha.    

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